25 de mar. de 2011

Qual o medo que te persegue?


por Nelson Sganzerla - nelsonsganzerla@terra.com.br

A palavra medo é tão pequena, mas quanto arrepio nos causa quando a ouvimos sendo pronunciada! Tantos são os medos que nos acompanham durante nossa trajetória por esse planeta Terra! Existem pessoas que têm medo das coisas físicas, medo de animais, de insetos; tive uma professora do cursinho que tinha pavor de borboletas. Conheci uma pessoa que não podia ver um cachorro, grande ou pequeno, que entrava em pânico a ponto de perder a respiração. Imagino que em outra vida tenha tido um grave problema com esse fiel amigo do homem.

O fato é que esse medo se contorna; mas existem medos diferentes, desses que freiam a nossa evolução, atrapalham nosso desenvolvimento e muitas vezes nos deixam reclusos dentro de nossas próprias casas. É comum nos dias de hoje pessoas que sofrem de síndrome do pânico, coisa que há tempos atrás nunca se tinha ouvido falar. Pessoas que passam mal dentro do metrô, dentro de elevadores, não suportam lugares com aglomeração; têm pânico de falar em público (quero dizer que existe tratamento para isso e temos pessoas competentes que, aqui no site, escrevem sobre isso e por quem eu tenho um profundo respeito). Há pessoas com depressão profunda, cuja única atividade é a de dormir o dia inteiro nos fins de semana, sem vontade sequer de abrir as janelas do quarto.

A vida nas grandes cidades anda muito conturbada, tantos são os medos que carregamos em nossos ombros todos os dias em que saímos de casa. Medo de perder o emprego, de não ter dinheiro para pagar as contas, de não ir bem na entrevista profissional, de bombar na faculdade, de perder o marido (ou vice-versa) ou, então, medo de ser assaltado no farol, do seqüestro relâmpago.

Hoje tudo cobra rapidez a ponto de não sobrar tempo para planejarmos com vagar nossas ações. Temos que sair de casa toda manhã - faça chuva, faça sol - e matar dois leões todos os dias, deixando sempre um leão para o dia seguinte. A família nos cobra resultados (o marido cobra, a mulher cobra, os filhos cobram, a sociedade cobra); não temos mais o direito ao erro. Temos que parecer perfeitos. Isso tudo se somatiza e se transforma em medo de não dar certo, de não conseguirmos nosso objetivo, de não superar uma fase que não seja boa. Nós homens, então, somos cobrados para sermos sempre vitoriosos e vencedores. Daí, quando perdemos o emprego e não conseguimos recolocação, somos fracassados.

Mas se paramos para pensar, há anos atrás não éramos assim, não vivíamos assim entediados pelo começo de um novo mês ou de uma nova semana (costumamos dizer que, no domingo, após o término do Fantástico, começa o nosso tédio). Não é assim?

Esquecemos da nossa condição humana, esquecemos que não somos máquinas e não respondemos ao comando de botões e teclas. Esquecemos de nos darmos conta que atrás de um crachá, de uma gravata ou um tailler de executiva, existe um ser único que somos nós e que não dá para nos furtarmos do nosso cuidado.

A falta de qualidade de vida intensifica nossos medos. Passamos a maior parte do dia em um congestionamento. Almoçamos em fast foods; em meio a uma ligação e outra fazemos reuniões para decidir outra reunião. Nossas pontes, hoje, são aéreas; o tráfego intenso acontece no céu. Pois é, não somos nem um pouco diferentes. Todos nós carregamos uma cruz, umas mais pesadas que outras. Faz parte da nossa passagem aqui na Terra e cada um de nós, tenham certeza, escolhemos a nossa.

Temos que ser multitarefeiros nesse mundo globalizado, mas não podemos negligenciar nossa saúde, pois todos esses medos, anseios, angústias que nos acompanham estão morando e crescendo dentro de nós e um dia virão à tona em forma de hipertensão, alto colesterol, pânicos, problemas cardiovasculares e outros problemas próprios do nosso tempo.

E quando nos dermos conta disso, não seremos mais os meninos que fomos. Nossos cabelos estarão grisalhos, nossas crianças já serão adultas, nossos netos não terão mais paciência conosco; nossos amigos aos poucos estarão indo embora, nossa companheira não será mais a bela mulher que era. Estaremos ficando cada vez mais sozinhos e quando nos dermos conta já não dará mais tempo para enfrentarmos o medo que nos persegue.

Por isso, pare enquanto há tempo! Curta mais a sua vida. Vá a lugares diferentes, dê preferência ao ar livre; pratique esporte; ande com sua mulher (ela vai adorar!). Assuma que você é igual a todo mundo, com tristezas, alegrias, incertezas. Não queira parecer nunca o que você não é, pois a vida vai cobrá-lo mais dia, menos dia.


Pense nisso.
Nelson Sganzerla




O que você pretende ser nesta vida...


por Nelson Sganzerla - nelsonsganzerla@terra.com.br


Tenho pensado muito naquela velha pergunta que todo adulto faz às crianças:

- O que você quer ser quando crescer?
Acho que muitos de nós já respondemos a essa pergunta quando éramos crianças.
Mas o ponto é: Você realizou o que tanto queria ser? Hoje você está realizado(a) com o que se tornou? Você hoje realmente é o que queria ser?
Nós, humanos, temos a mania de nos acomodarmos, de aceitarmos as coisas como elas parecem que são; veja bem, eu disse parecem que são.
Então, na maioria das vezes nos frustramos por não termos sido aquilo que queríamos ser, seja por falta de garra e luta nossa ou por ausência de apoio dos nossos pais, quando ainda crianças; ou caso não seja nenhum dos dois motivos, certamente iremos encontrar vários. Isso é próprio da natureza humana.
Em geral, é normal nossos pais exigirem de nós aquilo que eles não puderam ser, por falta também de um apoio de seus pais, nossos avós.
Entramos em uma faculdade que não queríamos e nos formamos em uma profissão que detestávamos. Hoje aí estamos sem a menor condição de exercermos nosso trabalho.
É duro, eu sei. Mas esse é o ponto, isso faz a diferença em nossas vidas. Jamais poderemos ser felizes fazendo o que não gostamos. Nunca poderemos crescer como pessoas plenamente conscientes do que fazemos se somos frustrados, vivemos entorpecidos pela frustração do dia-a-dia, cheios de tédio pelo marasmo em que tornamos a nossa vida.
Temos medo de sermos o que realmente queremos ser. Vivemos nossa vida como em geral os americanos dizem: By the book, o certinho, sem coragem para sair dessa linha que divide a infelicidade da felicidade; é uma linha tênue, sim, mas é preciso coragem para atravessá-la.
Vivemos ansiosos com tudo que pensam a nosso respeito e com o que acontece à nossa volta e nos esquecemos de nós mesmos, de nossas necessidades e nos preocupamos com os amigos, os filhos, a família...
Qualquer grupo desses citados acima, se não nos entende, jamais poderá considerar-se como tal.
Amigo é aquele que mesmo não concordando nos entende e sempre quer o melhor para nós.
Filhos são a nossa continuação, foram gerados por nós, sempre serão nossos filhos e sempre estarão ao nosso lado. Óbvio que existem exceções, os filhos egoístas por exemplo, que não suportam a felicidade dos pais.
Família é a base de tudo, portanto se ela está bem estruturada, nada nos abala e teremos o apoio que tanto necessitamos.
É difícil, eu sei. Em qualquer área da nossa vida, mergulharmos de cabeça no incerto, no desconhecido sem sabermos o que iremos encontrar no fundo desse oceano. E muito menos sem a certeza de emergirmos. Mas vocês conhecem outro meio? Tenho plena certeza de que se alguém detivesse esse conhecimento, estaria milionário. Afinal, quem é que não quer ter a certeza de sucesso na vida.
A única maneira que temos para seguir esse caminho é acreditarmos no nosso potencial como ser humano, acreditarmos que tudo podemos e que esse é o reino de todas as possibilidades e com Deus nada nos faltará.
De nada irá adiantar vivermos nossos dias com lamúrias, amargurados carregando um fardo muito pesado em nossas costas a ponto de não nos permitirmos levantar a cabeça e expandirmos o nosso horizonte através do nosso olhar de fé.
A grande diferença de quem faz sucesso na vida e de quem é infeliz é essa linha tênue, é a coragem para atravessá-la e saber que somos nós quem comandamos a nossa vida e ninguém, de maneira alguma, poderá interferir no nosso trajeto.
O nosso sonho de felicidade só pertence a nós, e somos nós que temos que persegui-lo.
Sei muito bem. Muitos estão dizendo que estou chovendo no molhado, que essas frases de efeito são o clichê do clichê.
O fato é que nossa sociedade criou uma cultura que nos impede de ver essa realidade, e leva-nos a pensar que tudo se resume ao dinheiro, criou a cultura da dor, do medo, da incerteza, da preocupação de futuro.
Afinal, porque levar o conhecimento a todos, se quanto mais o detivermos, mais fácil será manipular, coagir, fraudar, escravizar, pagar baixos salários, oferecer migalhas como cestas básicas, agradar com gorjetas?
É isso que a sociedade faz e é isso que nos ensinam. Dessa maneira viveremos sempre à margem do que na realidade queríamos e gostaríamos de ser nessa vida.
Mude já, não espere, reveja conceitos, observe de que maneira você está vivendo a sua vida. Você manipula ou é manipulado? E veja, não há diferença nenhuma entre as duas coisas.
A diferença é você quem faz, com a coragem de realmente buscar. E ser aquilo que você quer ser nessa vida, não importa a idade, não importa se você ainda está buscando. Não se acomode, nunca se dê por vencido(a). Sempre há tempo para mudar! Frustração só existe para quem não acreditou e nunca foi atrás...

Pense nisso.


Nelson Sganzerla








Quem é você ?

por Nelson Sganzerla - nelsonsganzerla@terra.com.br

Para onde essa pergunta o remete? Eu confesso que se eu tiver que responder de bate-pronto, uma pergunta dessa, sinceramente não saberia respondê-la. Vivemos anos e anos, nos especializamos em várias atividades profissionais, nos relacionamos com tantas pessoas, fazemos tantos amigos, que ao longo da estrada ficam no caminho. Somos pais, chefes de família, mães administradoras da família, diretores, colaboradores, amantes, amigos, colegas, maridos esposas, filhos e filhas.

Mas sabemos quem realmente somos?

Experimente sentar-se em um fim de tarde, em algum lugar que seja tranqüilo para você, de preferência em meio a natureza, relaxe seu corpo e mente, coloque-se confortavelmente nesse lugar, procure olhar à sua volta; preste atenção aos ruídos da natureza, o canto dos pássaros, o som do vento entre as folhas, o balançar das flores, o brilho do sol já se pondo... respire fundo diante do que vê à sua volta.
Caso você não conheça ou não tem como ir a um lugar parecido, procure tê-lo em sua mente e procure sentir as mesmas sensações.
E pergunte - quem eu sou? O que estou fazendo nesse mundo?
Você irá sentir a resposta vindo de dentro de si, lá dentro da sua alma e essa resposta eu tenho certeza que só servirá a você e a mais ninguém, sabe por quê?
Porque você é única e igual a você não existe ninguém mais, você é a sua individualidade, portanto, sem se conhecer realmente, ficará difícil mensurar a grandiosidade do seu ser, mensurar o porquê está aqui entre nós.
O que aparentamos ser nada tem a ver com o que realmente somos. Não queira tomar como direção para a sua vida esse exterior que está à frente dos seus olhos; esse exterior, violento, frio, retorcido, desfigurado, barulhento e pouco acolhedor; esse inconsciente coletivo que escraviza e cega a humanidade levando-a para o limbo e para o umbral onde está o lixo que nenhum de nós pode suportar. Tenha em mente que você é um ser de luz e que dentro de si estão todas as respostas que precisa saber para os seu males aqui nesse mundo físico.
Pare, medite procure conhecer cada vez mais o seu interior e ouvir em meio ao silêncio das suas meditações a sua voz interior, a voz do seu mestre.
Não se permita ser escravizado mentalmente por pessoas que já são escravas, nesse mundo físico e o que mais querem e puxá-lo (a) para o limbo de onde já se encontram.
Você tem que encontrar a verdadeira resposta de quem é, e da sua felicidade, sua paz de espirito dentro de você, deixando-se desacelerar... o seu ritmo cardíaco, sua respiração, ninguém atinge a paz e se descobre em meio a uma multidão cega ou com falta de luz.
Arranje um canto só seu, onde ninguém poderá invadi-lo.... com seus incensos, velas, luzes, mantras, orações seja lá qual for a sua preferência e reflita, medite e pergunte sempre quem é você?

Pense nisso.
Nelson  Sganzerla





24 de mar. de 2011

Desculpas nunca caminham junto com a palavra prosperidade


por Nelson Sganzerla - nelsonsganzerla@terra.com.br

Hoje eu estava me lembrando dos tempos de escola, quando ainda garoto, tinha que levar o boletim para casa com as notas baixas de matemática. Não existe pior tortura para um garoto, que a de levar boletim para os pais. Na verdade, nunca me sai bem com as notas de matemática e talvez por isso me tornei escritor.
Mas, lembro-me como se fosse hoje, quando minha mãe olhava as notas vermelhas e me fazia estudar, cortando a TV e os amigos. A minha desculpa era: mas, mãe, todos lá na classe tiraram notas baixas! (como se isso me eximisse de qualquer culpa).

E minha mãe dizia: todos são todos, você é você.

Hoje eu entendo. Na verdade, eu queria me nivelar por baixo, já que poucos eram os que tiravam boas notas. Isso eu já fazia com meus nove ou dez anos.
Infância à parte o ponto é: vocês perceberam que as crianças já possuem a tendência de procurar uma desculpa, para aquilo que não conseguem realizar? Sempre existe uma desculpa que automaticamente vem à mente e lá se fixa como um adesivo no vidro de um carro, escancarado para o mundo ver.
Não damos conta que, já crianças, começamos a cultivar essa erva daninha chamada desculpa, e que ela crescerá com raízes profundas em nós. E, como uma parasita, irá se entranhando por entre nossos pensamentos, sugando pouco a pouco a nossa capacidade de luta pela vida, com uma máscara a esconder quem de fato somos.
Nós, diante de um fracasso, de uma derrota na vida, sempre teremos excelentes desculpas, sempre estaremos certos. Se não logramos êxito em qualquer coisa que seja, a culpa nunca será nossa, sempre haverá uma desculpa em nossa mente.
O que estamos fazendo com esse pensamento? Estamos nos nivelando por baixo, mais uma vez. Estamos sem perceber, nos juntando à grande maioria dos derrotados, que não conseguiram prosperar na vida.
Quantas vezes, já ouvimos e até falamos as frases: Eu cansei, não quero mais, eu desisto... para mim, chega! Eu já fiz de tudo e fulano não me entende... Já cheguei no meu limite de paciência, já dei tudo de mim... Está muito difícil resolver tal problema.
Será que realmente fizemos? Será que realmente batalhamos? Ou mais uma vez foi melhor usar a velha desculpa de que tentou de tudo... de que queria muito aquele emprego mas, infelizmente, perdeu para outro mais preparado; queria muito fechar aquele projeto, mas a empresa concorrente entrou com um preço absurdo e você perdeu na proposta.
Temos, por hábito, sempre tirar o foco da nossa pessoa e colocá-lo em outra. Quando não nos convém, é difícil arrancar essa raiz. Praticamos esse ato desde que somos crianças e não damos conta disso. Agora, já adultos, não conseguimos agir de outra maneira que não seja essa, mas, a quem estamos enganando, se não a nós mesmos? A quem estamos passando esse tipo de atitude senão aos nossos filhos... quando passamos a mão na cabeça deles, diante de algumas desculpas, apesar de notarmos algum problema...
A prosperidade não é para todos... A grande maioria não prospera, a grande maioria encontra sempre uma desculpa, a grande maioria não admitiria nunca que errou e sempre encontrará uma desculpa. O que você vai escolher para você? Ser maioria ou ser minoria, ser mais um a reclamar que a vida foi muito difícil para você, ou ser mais um a desfrutar do resultado da sua luta pela vida que é a sua vitória.
Hoje eu sei que desculpas não são para os vencedores e que elas jamais caminham junto com a palavra prosperidade.

Pense nisso.
Nelson Sganzerla







Diga-me quem és... E te direi com quem andas.


Diga-me quem és... E te direi com quem andas

por Nelson Sganzerla - nelsonsganzerla@terra.com.br


Quero aqui fazer uma ressalva: essa frase-título não é minha, mas de um comunicador de rádio - Hélio Ribeiro - em seu livro de crônicas "O Poder da Mensagem", escrito acho que na década de 80.
Notaram como vem a calhar tal indagação? Na verdade, quem somos realmente? Como trilharemos a nossa vida aqui, no grande planeta Terra? Com o que contribuiremos para a nossa evolução ou para a evolução do próximo?
Se pararmos seriamente para pensar, são tantas as coisas que deixamos de fazer que merecemos voltar novamente nessa grande nave-mãe em sua próxima viagem ao planeta.
Não vamos nos iludir: esse mundo um dia irá acabar para nós que já nos acostumamos com todo tipo de vida que se apresenta, mas irá começar para outros seres que virão e que já estão vindo. Abro aqui um parêntese para a minha afilhada - Fernanda - que acabou de chegar, com sua consciência, seu caráter já alinhavado; como ela, pessoas que chegaram depois de nós irão ver coisas que não veremos, com certeza acharão ridículos muitos costumes e valores nossos, mas vão construir, como eu, como nós, as suas histórias de vida.
Na verdade, temos que saber quem somos, e de que maneira somos, para construirmos com sabedoria e muito amor a nossa história de vida, pois será essa história que dirá quem fomos e os amigos que fizemos ao longo da nossa jornada nesse planeta.
Não consigo imaginar alguém que não procure descobrir-se, que possua uma linda história de vida. Para isso temos que ter a nossa identidade e, junto dessa identidade, temos que exercer a nossa personalidade, seja ela qual for. Portanto, não podemos de maneira nenhuma sermos mornos - "aos mornos eu vomitarei"; já escrevi um artigo a esse respeito.
Se tivermos uma postura negativa em relação à vida, pessoas negativas sempre estarão ao nosso redor. Se o nosso caminho for o de obter vantagens ilicitamente iremos ter como amigos exatamente o espelho do que somos. Não dá para fugir disso, não adianta reclamarmos; em geral atraímos pessoas que são o nosso espelho, tanto para o BEM quanto para o MAL.
Entre o mal e o bem, acho que todos, com algumas exceções, irão preferir o bem. Digo isso porque sei que muitos preferem o caminho do mal. Notem, não quero aqui ser maniqueísta, mas por isso Deus nos concedeu o livre arbítrio e o que é mal para uns, pode não ser para outros e vice-versa.
Nós, através desse livre arbítrio, construímos os nossos caminhos e a nossa história de vida: um diamante bruto que teremos que lapidar, precisaremos trabalhar para melhorar sempre e obtermos o merecido valor. Isso consiste em um árduo trabalho de lapidação, um árduo trabalho de entrega, de aceitação, de batalhas internas, descobrimentos, mágoas, traições, indiferenças, invejas e ressentimentos.
Sim, a vida é temperada por todo tipo de sentimentos. Eu diria que 90% constitui-se de transpiração e 10% de inspiração. Todos nós teremos que experimentar e vivenciar sentimentos ora agradáveis e, na grande maioria das vezes, desagradáveis. Mas é dessa maneira que temperamos nossa existência, é dessa maneira que nos tornamos alquimistas e transformamos o chumbo em ouro.
Nossa existência é permeada pelo nosso caráter, pela maneira de conduzirmos a vida tanto nos bons quanto nos maus momentos. A maneira como tratamos o nosso semelhante é de fundamental importância: o bom pensamento, o espírito humanitário, a vontade de fazer o bem e nesse quesito não importa raça, condição social ou nível cultural, somos todos iguais perante DEUS.
São exatamente tais quesitos que irão nos identificar e também identificar as pessoas que andam conosco nessa incrível jornada que se chama VIDA.

Pense nisso.

Nelson Sganzerla



15 de mar. de 2011

QUEM MANDA EM SUA VIDA?

QUEM MANDA AQUI SOU EU!


No parque do Beto Carrero World, observo atentamente, dois jovens a minha frente, na fila da montanha russa. Empolgado, um deles tenta convencer o colega temeroso a passear no brinquedo radical. Desperta minha atenção, a maneira como os pensamentos negativos ocultam a oportunidade de sentir algo novo. O colega empolgado enaltece sua alegria, enquanto o temoroso insiste em falar que faltará energia elétrica, que ele vai sofrer um desmaio ou irá chover no momento que o brinquedo realizar um dos cinco loopings. Diante dos estudos que realizo sobre o comportamento humano, constato que normalmente, algumas pessoas projetam desastres iminentes que jamais acontecerão. Pensam de maneira negativa antes de realizar qualquer atividade. Mas, quem manda na sua vida? O medo é maior do que sua capacidade de descobrir novas oportunidades na vida? Confira quatro razões para acreditar, que quem manda na sua vida é você!
Sorrir faz bem a saúde – Um sorriso é um convite de aproximação. Uma pessoa com excelente astral apresenta menos problemas emocionais. Quando você sorri, faz entrar e sair mais ar dos pulmões, do que durante a respiração regular, estimulando a circulação sanguínea. As bochechas se contraem e o sangue que corre pelo cérebro se esfria. Essa corrente sanguínea passando pela cabeça é um dos responsáveis pela sensação de bem-estar. Que tal um sorriso agora?
Confie mais no seu potencial – Quando você era criança, para aprender a andar de bicicleta, foi preciso demonstrar confiança em si e como resultado, sentir a sensação de pedalar descobrindo novas emoções. O que impede de encontrar dentro de você, a força impulsionadora para uma maior confiança?
Deixe o medo para os fracos – O poder destrutivo do medo ocupa na mente do ser humano, um significativo espaço que poderia ser ocupado com alegria, esperança e capacidade de transformação. Fortaleça diariamente sua autoestima, acredite nas suas competências e tenha como hábito escolher pensamentos produtivos e otimistas.
Pare com as desculpas – A cada novo amanhecer, procure lembrar que desculpas não tornam você uma pessoa vitoriosa. A ausência de uma atividade física não pode mais ser justificada com desculpas. Sentimentos como bom humor, coragem, energia positiva, felicidade e otimismo são essenciais para quem deseja substituir desculpas por resultados.
Comentei no início do texto sobre os dois jovens, que estavam a minha frente na montanha russa. Ao contrário de curtir o momento e aproveitar a sensação indescritível do sobrevoo que o brinquedo proporciona, o jovem demonstrou nítida falta de confiança. Agora responda: Qual dos dois jovens seria você? Lembre sempre de um provérbio alemão que diz: "O medo e uma desculpa fazem o lobo ser maior do que realmente é na realidade". Quando as desculpas, o medo e a falta de confiança pensarem em dominar você, com convicção, mostre quem é que manda na sua vida, combinado?



Dalmir Sant’Anna – www.dalmir.com.br



8 de fev. de 2011

LIBERDADE É O ESPAÇO QUE A FELICIDADE PRECISA.


por Nelson Sganzerla - nelsonsganzerla@terra.com.br

Confesso que durante muitos anos de minha vida vivi prisioneiro de mim mesmo, em empregos que nada me acrescentavam como pessoa, exceto um salário no final do mês; era escravo de convenções sociais que tolhiam a minha capacidade de sonhar e vislumbrar um caminho, que muitas vezes nem eu sabia qual...
Era muito tímido e preocupado com o que outros falariam ou achariam de alguma atitude minha que mostrasse algo de rebeldia até por ser jovem e fazer parte de uma geração da paz e do amor, nunca enveredei pro caminho das drogas.
Sempre gostei muito de escrever e de cantar e me destacava nas rodas de violão e no colégio pelas minhas redações metafísicas.
Óbvio que nesse tempo, eu não tinha muita escolha ou uma opção que permitisse largar meu emprego; afinal, vinha de família simples, honesta e tinha que colaborar no orçamento da casa, portanto, nem sempre os sonhos de adolescente eram permitidos que viessem em minha mente. Era uma vida de trabalho durante o dia e estudo à noite, afinal, eu tinha que ser alguém de acordo com os valores dos meus pais; trabalhar na mesma empresa durante anos com a tal da carteira assinada.
Apesar do ônus de ter que trabalhar muito cedo e ter que enfrentar todo tipo de trabalho e tarefas burocráticas que eu odiava, tinha o bônus de sempre, no final de cada mês, ter meu dinheiro todo fim de semana para ir aos bailes e comprar minhas roupas, ao contrário dos amigos que só estudavam e viviam de mesada. Desde muito cedo, aprendi a conduzir a minha vida, a conservar meus sonhos e a viver feliz, apesar de não ser totalmente livre. Não se preocupem, não quero aqui reviver uma sessão “Essa é a minha vida”.
Mas o ponto é: nessa passagem nesse planeta Terra, precisamos sempre nos centrar naquilo que é primordial para a nossa felicidade. Não estamos aqui para sermos infelizes, apesar das agruras que certamente vivemos em alguma fase de nossa vida, temos que conservar nossos sonhos de felicidade e entender que tudo passa e tudo que trilhamos com fé irá nos levar a um caminho de felicidade.
Nem sempre podemos fazer aquilo que queremos. Pelo fato de assumirmos responsabilidades seja conosco ou com pessoas que surgem em nosso caminho ao longo da vida. Sofremos muitas vezes dentro de um ônibus lotado, tomamos chuva, chegamos molhados no trabalho, nos alimentamos muitas vezes mal por falta de dinheiro... muitos passam ou passaram por isso.
Realizamos tarefas que não nos completam, em nosso trabalho; passamos, às vezes, anos prisioneiros de nós mesmos, pelo salário ou até pelo status que precisamos mostrar aos que nos cercam. E isso não é demérito nenhum, vivemos em um mundo capitalista que graças a Deus nos dá a oportunidade de crescermos, afinal, existe sempre o ônus e o bônus. O único cuidado que precisamos ter é o de não nos tornarmos prisioneiros de nós mesmos em nome de um padrão de vida de fachada que muitos não conseguem manter.
Nós precisamos despertar a consciência de que para ser feliz temos que ter a liberdade de ir à luta, em busca daquilo que sonhamos. E, creiam, esse caminho, por experiência própria, leva às vezes ao desânimo e sempre vem a vontade de desistir, os tombos são vários, as derrotas são inúmeras, os palpites são muitos. Isso nos tira o sono, a fome e a vontade de sorrir. E eu sei: casa que não tem pão todo mundo grita e ninguém tem razão.
Mas acreditem: “Nossa maior fraqueza está em desistir. O caminho mais certo para vencer é tentar mais uma vez”.
Precisamos ter a liberdade de sonhar nossos sonhos, de planejar nosso caminho e até de correr o risco de não dar certo da primeira ou da segunda vez.
Quantos vocês conhecem que não desistiram e chegaram lá... pois sabiam que era possível, sabiam que teriam que ter liberdade para tentar?
Sem essa liberdade, tornamo-nos prisioneiros dentro de nós mesmos e seremos pessoas sempre angustiadas, amarguradas, tendo sempre um trabalho que não nos agrada e um caminho que não nos interessa e ficamos apáticos em relação à vida.
Se não nos arriscamos em busca da nossa liberdade, corremos o risco de terminarmos nossa passagem nesse planeta Terra sentados à beira de um caminho que outros traçaram para nós.
Eu, nunca, apesar de prisioneiro de mim mesmo por um certo tempo, abdiquei do direito à minha liberdade como pessoa, de sonhar e de ser feliz.
Hoje, posso dizer que sou livre. Lembro do meu passado, do trabalho que tinha, das funções e cargos que adquiri ao longo da vida e sorrio aliviado, por nunca desistir. Com a consciência -por mais que tenha sido árduo o caminho até aqui- de que jamais deixei de ir em busca da minha liberdade para ser feliz. E tenho certeza que não terminarei sentado à beira de um caminho que eu não tracei para mim.

Pense nisso.

Nelson Sganzerla









6 de fev. de 2011

TUDO ESTARÁ PRONTO QUANDO A SUA MENTE TAMBÉM ESTIVER.

                                              

Todos nós sem nenhuma exceção, temos os nossos sonhos, nossos projetos de vida, nossos desejos de realizarmos tudo de bom que queremos para nós e para os outros; assim é a vida e assim pelo menos procuram agir e pensar todas as pessoas do bem.
Acontece que entre querer, entre sonhar, entre desejar existe uma palavrinha que se chama tempo, e como essa palavra nos trás angustia, como tira-nos o sono, pela ansiedade de que esse tempo passe logo, de que tudo se realize bem depressa, afinal a palavra paciência a essa altura do campeonato nada conta.
Somos impacientes com tudo e com todos, não sabemos esperar, o tempo natural para que tudo de bom venha acontecer conosco.
Na vida existe um tempo para plantar e um tempo para colher, tudo que nos acontece faz parte de um processo, da mesma maneira que existe nas indústrias, é necessário um projeto é necessário um planejamento e também uma operação de marketing e de vendas; para que o projeto se materialize.
Nesse mundo atual, estamos mecanicamente voltados para o Fast, vamos ao shopping e almoçamos na área do fast-food, encontramos os amigos e trocamos cartões rapidamente e vamos embora; muitas vezes nem prestamos atenção nas coisas que já conseguimos, não damos valor ao que já conquistamos, pelo fato de nem percebermos essas conquistas, e se pararmos para pensar elas estão todas lá, faça uma lista do que você não tinha e hoje tem.
Hoje queremos trocar nosso carro, comprar uma nova roupa, um relógio igual ao da moça da novela, uma bicicleta igual a da vizinha, corremos tanto atrás disso que quando conseguimos, já não damos mais importância, novamente um vazio, e já queremos mais; vocês me perguntarão mas não é bom tal fato? Claro que sim nada contra o TER; mas tudo contra ao que é desmedido ao não darmos valor àquilo que já conseguimos.
Se assim pensarmos; sempre estaremos ansiosos e presos em uma roda viva que jamais irá ter fim, tome como exemplo certos políticos octogenários que relutam em deixar o poder, sempre querem mais e mais...
Tudo que somos é resultado daquilo que pensamos, portanto meus queridos;nossa mente tem sempre que nos servir e não deixarmos que ela ao contrario nos escravize; o primeiro passo para isso é treiná-la a fazer o que realmente queremos; digo (realmente) pois muitas vezes não sabemos nem o que queremos de verdade.
Temos que ter a convicção dos nossos desejos para a nossa mente, por isso estamos sempre buscando coisas que nunca irão nos satisfazer, entendam, tudo que é material é possível a todo o momento, (dinheiro,casas,carros,roupas,jóias) mas ao conseguirmos, logo perderemos os nossos interesse e partiremos em busca daquilo que nem sabemos o que seja ou talvez daquilo que nem precisamos ter.
O fundamental na vida é o SER, treine primeiro sua mente para o SER; seja feliz; seja bondoso (a) seja altruísta; seja amigo;seja justo; seja agradável; seja otimista; seja amado, treine sua mente com palavras de carinho de afeto, de gratidão, jogue fora o rancor, a impaciência, a intolerância, a arrogância, a prepotência.
Você se tornará uma pessoa poderosa, iluminada, querida por todos à sua volta, procure gostar de você, isso não é nenhum sentimento egoísta ou egocêntrico primeiro você tem que gostar-se.
Descubra o tempo de plantar e o tempo de colher, no universo tudo acontece ao seu tempo, tem que haver sempre um processo de vida, angustia, impaciência, intolerância só o levará a comer demais, beber demais se estressar demais e consumir todo tipo de antidepressivos, treine a sua mente ela o levará aonde você quer , mas também aonde você não quer é tudo uma questão de prepará-la.


Pense nisso.

Nelson Sganzerla





4 de fev. de 2011

CUIDADO COM OS SERES PREVISIVEIS.



por Nelson Sganzerla - nelsonsganzerla@terra.com.br

Ao longo de nossas vidas, somos praticamente levados a acreditar naquilo que nos ensinam na fase escolar e vamos acumulando e carregando esses ensinamentos na nossa adolescência e, por fim, cristalizamos esses ensinamentos, em nossa vida profissional e pessoal.
Somos educados para não sofrer, superar obstáculos, tirar a melhor nota, sermos felizes em tudo na vida e não fracassarmos em nada.
Ensinam-nos a conviver socialmente, aceitarmos as convenções sociais, os dogmas da igreja, entender o bem e o mal o certo o errado, ser feliz a qualquer custo em um relacionamento, mesmo que saibamos que não dá mais. Pessoas que entram em nossas vidas e a destroem como um Tsunami varre uma ilha, sem deixar nada em pé, pessoas que vivem nos sufocando, roubando até mesmo a nossa solidão.
O que noto é que tudo nessa vida terrena tem seus porquês e seus senões, tudo está claro para quem enxerga a realidade humana por outra ótica, tudo é observação no que diz respeito ao ritmo da vida em nosso planeta e ao comportamento de seres que se dizem imprevisíveis. Mas, ao contrário do que dizem, existem os seres previsíveis.
Observe um terrível predador selvagem à espreita da sua presa, sua postura, seu movimento, seu silêncio ao observar a presa; ele sempre irá se comportar da mesma maneira, chega sorrateiro, mas focado em seu objetivo, sem que a vítima perceba o momento fatal do ataque.
Quanto ao seres providos de racionalidade, vocês acham que é diferente? Ledo engano, com exceção da “razão”, são os mesmos terríveis predadores observando, com sua postura afável, sua camuflagem e atitudes e seu movimento silencioso espreitando e envolvendo suas presas para o ataque fatal, com a diferença que os selvagens atacam para sobrevivência.
Esses seres agem em diferentes situações, possuem inúmeras maneiras de acuar suas presas, sempre estão lá.... é só observar.
Geralmente seu discurso é em favor dos menos afortunados, em favor dos oprimidos e sempre estão em vantagem com relação ao seu interlocutor, em qualquer assunto, geralmente falam alto e não se enganem, podem ser também discretíssimos, pelo menos em meio à multidão.
É necessário muito cuidado na lida com esses seres, afinal, rastejam como uma serpente em meio às folhas secas. Onde está evidenciada a miséria, as sujeiras sociais, lá estão eles, com sua retórica, lá estão se esgueirando, espreitando a multidão incauta. Tal qual um camaleão, apresentam-se de diferentes maneiras, ora com uma camisa suada, geralmente em frente às câmeras, em alguma catástrofe em cidades paupérrimas, ora com um colarinho engomado em um terno de grife em meio aos bajuladores que tanto adoram sentados em seus tronos de veludo.
O que há de imprevisível nesses seres? O que há nesses seres que já não sabemos há séculos? O que existe na profundeza da mente desses seres que já não tenhamos decifrado e que já não conhecemos? Há quanto tempo esses seres rondam a miséria e os desafortunados?
Observem, é tudo uma questão de prática. Um musicista sabe distinguir as notas musicais com ouvidos absolutos de uma coruja a escutar sua presa, portanto, com a prática você saberá distinguir tal qual um musicista o tom da fala desses seres, e irá distingui-los só pela postura e pelo sorriso, geralmente são estereotipados.
Mas não se enganem porque esses seres não estão somente na política; eles podem estar no seu dia-a-dia, naquela relação que você começou há pouco e está encantada, no seu trabalho... está sempre observando com olhos de lince, pronto para atacar o incauto o desavisado o despreparado.
Esteja atenta(o) porque eles chegam sorrateiros e lhe cobrem de inveja, de rancor, de pessimismo, anulam o seu ser e o (a) arrastam para o fundo do pântano feito um crocodilo faminto.
Portanto, duvide sempre desses seres quando dizem que lhe adoram, sem ao menos terem convivido certo tempo com você, olhe com desconfiança os bajuladores, o (a) amigo (a) que muito lhe pergunta e pouco lhe responde. Lembre-se: quem tem a informação tem sempre o poder, esses são como um cardume de piranhas famintas à espera do ataque.
Procure falar menos da sua vida a todos que o (a) cercam, faça uma limpeza geral desses seres em sua vida, seres que o (a) invejam, que dissimulam, bajulam e que nada agregam a você, a não ser o desconforto da presença deles. Não vá a lugares que você não se sinta bem, evite pessoas que tudo sabem, que o (a) colocam para baixo e que insistem para você fazer o que não quer e pesam em suas costas. Não alimente os porcos com pérolas, você irá perder o seu tempo.
Procure estar com pessoas positivas, alegres com posturas altivas, pessoas que o (a) abraçam com força, que sorriem e olhem nos olhos, que fiquem felizes pelo seu sucesso ou que estejam ao seu lado em momentos às vezes difíceis para caminhar sozinho; procure receber em sua casa pessoas queridas que jamais irão reparar o que você tem em sua geladeira. Cerque-se de seres do bem e de alto astral.
Fuja dos superficiais, dos fúteis, dos que só sabem pedir favores e não retribuem, dos que falam mal de outros, certamente irão falar mal de você; não alimente o obscuro, o cinza, eles adoram as trevas e nela se fortalecem através da energia que lhe sugam. Quer saber quem são? Conte-lhes uma notícia boa e vejam a sua reação, são sepulcros caiados... o mundo está cheio deles. Lembram-se dos fariseus que Jesus expulsou do templo a chicotadas? Pois é, são os mesmos.
Nos dias de hoje, temos que tomar esses cuidados, porque vemos a maldade imperar em todos os segmentos da sociedade, famílias destruídas por seres que há muito deveriam ter ido embora da Terra, mas aqui sobrevivem alimentando-se do sofrimento de pessoas do bem. Não se iludam, esses seres sobrevivem muito bem só de migalhas, são como roedores que habitam as profundezas desse planeta.
Cabe a nós, guerreiros da luz, procurar dar um basta em toda essa mediocridade, toda essa maldade, toda essa infelicidade que esses seres previsíveis precisam para se alimentar, comecemos cada um de nós a promover essa limpeza necessária dentro de nós e ao nosso redor.

Pense nisso.

Nelson Sganzerla












5 de mar. de 2010

Você é a alma do Mundo




ESPECIAL STUM: V. é a Alma do Mundo
Sempre que o tema não vem, ou não consigo descobri-lo, abro um arquivo e começo a teclar serenamente, buscando humildemente a sintonia com a Fonte, a inspiração que precisa guiar as palavras que V. está lendo nesse momento.A sensação de Unidade está cada vez mais forte e clara e permite que me expresse de forma direta, mais íntima, pois realmente sei que não existe separação entre nós. Nem pela distância e nem por nenhuma outra característica ou aspecto. Se nesta dimensão terrena manifestamos uma esplendida unicidade -que nos confere valor inestimável-, um degrau acima, em nossa dimensão espiritual, na qual navegamos também cem por cento de nossa existência, somos um só. O "eu" se torna minúsculo e começa a funcionar o Nós. Há uma fusão, um amálgama de almas que se entrelaçam, que vibram em frequências amorosas, suaves, na Luz.Uma Alma só: a Alma do Mundo. No entanto, aqui na Terra, cada ser, com sua personalidade absolutamente especial, com sua missão de vida a ser completada, forma um outro conjunto, um outro grupo, que busca aprendizado, experiência, conhecimento e compreensão das leis universais, bem como exercitar o Amor Incondicional, a base, a raiz de toda a Criação. E começa (ou continua) a lapidação das arestas, o aperfeiçoamento das atitudes, a busca da verdade, a expansão de consciência que se processa ao longo da caminhada... Isso vale para todos. É assim que deve ser; precisamos finalmente desempenhar o que é de fato adequado, que nos realiza enquanto também ampara, inspira e conforta nossos irmãos de jornada. Não existem atalhos, esconderijos, escapatórias... nem há prescrição ou abrogação da lei... De repente, constatamos o quanto, um passo após o outro, a bem-aventurança começa a tomar conta da gente. A transformação entra em ação! É algo forte, que todo mundo tem dentro de si, mais ou menos desenvolvido. Parece-se com curiosidade, mas é bem mais profundo e desafiador. Os teimo sos e os céticos têm dificuldade em ouvi-lo, e mesmo sentindo sua presença espezinhadora, frequentemente precisam de algo doloroso, algum trauma, alguma doença prolongada, que lhes permita refletir e meditar sobre os fatos de sua vida. Outros, mais despertos ou mais inteligentes, evitam, abrem mão do sofrimento líquido e certo que surge quando permanecemos fechados e surdos à voz interior que clama por mudanças. Começamos assim, às vezes até sem perceber, um permanente estado de transformação, passamos a viver melhor, mais saudáveis, serenos, prósperos e amorosos. A simplicidade passa a nos acompanhar e a sabedoria interior nos orienta a cada escolha, evitando situações de tensão, de aperto financeiro, de superficialidade e egoísmo. As emoções fortes se transformam em sentimentos e a impulsividade, tão nefasta e que traz conseqüências imprevisíveis e com certeza nocivas aos outros e ao ambiente, se converte em serenidade quando lembramos da divindade que mora em cada um de nós. As leis naturais passam a atuar inexoravelmente e nos trazem as pessoas -os valiosos companheiros de jornada-, e os eventos que se transformam em nossos novos mestres, nossos facilitadores, instrutores e guias. E o que era um esboço de projeto, um começo ainda tímido e incerto, começa a tomar forma, com contornos e cores mais nítidas e que aos poucos podem tornar-se uma verdadeira obra-prima, arte viva em movimento incessante, inspirando e iluminando tal qual farol o rumo dos outros `navegantes´. Nasce a percepção de que não estamos perdidos no grande mar e, sim, somos o capitão do barco, podendo escolher como, quando e onde aportar nossa embarcação. Começa em seguida uma semeadura mais ampla e abrangente. Algo capaz de operar o que muitos ainda chamam de milagres, mas que na realidade são simplesmente os frutos, a colheita de algo em sintonia com o Universo; alguma coisa que vibrou amor puro brotando do coração e que definitivamente visava o bem de todos, incluindo os demais Reinos da natureza e nossa sagrada Mãe Terra, hoje tão ferida e usurpada. Muito ainda resta a fazer, basta olhar à nossa volta; mas não adianta esperar, almejar que caia do céu... os atores, os responsáveis para o bom êxito do processo todo somos nós mesmos. Você, eu... somos nós que temos tudo à nossa disposição para a tarefa dar certo.Talvez precise somente de manifestar mais fé, mais coragem, determinação e perseverança, algo que carregamos desde sempre em nossa bagagem e que está bem na hora de começar a utilizar. E sabemos direitinho como fazer. A repetição por vezes se torna tão necessária... mas é preciso limpar nosso fardo, perdoar tudo e todos e nos autoperdoar também.Encontrar a verdade que liberta, o Deus interior, aprender a meditar, a silenciar a mente, a criar nossa realidade, nosso destino, livres de pressões religiosas, familiares, ou da sociedade. Precisamos fazer nosso melhor, com alegr ia, afinco, boa vontade, entusiasmo; e tudo será suave; até os fatos aparentemente mais desesperadores, se os avaliarmos e compreendermos em função da nova postura de nossa Alma, passarão por nós sem deixar marcas, embasados que estaremos na absoluta certeza de que nada se perde e que aqui estamos de passagem. Ir muito além do aqui e agora. É importante aceitar os desafios; não adianta fugir do aprendizado buscando a linha de menor sofrimento. Precisamos urgentemente utilizar mais e melhor as ferramentas da mente... deixando finalmente de desconfiar de nossa total capacidade. Refiro-me aos dons da intuição profunda, da clarividência, da cura à distância, da telepatia, do contato com os Guias e os Amparadores e até com os entes queridos que já se encontram em outro plano. O Universo está com pressa e conta conosco, seres poderosos, imortais, capazes de algo que sequer podemos vislumbrar. E num lindo dia, aquele em que teremos completado nossa tarefa aqu i na Terra, no momento de regressar para nossa verdadeira casa, seremos capazes de torná-la ainda mais brilhante, colorida e inundada de Luz.

Por Sergio Scabia