5 de mar. de 2010

Você é a alma do Mundo




ESPECIAL STUM: V. é a Alma do Mundo
Sempre que o tema não vem, ou não consigo descobri-lo, abro um arquivo e começo a teclar serenamente, buscando humildemente a sintonia com a Fonte, a inspiração que precisa guiar as palavras que V. está lendo nesse momento.A sensação de Unidade está cada vez mais forte e clara e permite que me expresse de forma direta, mais íntima, pois realmente sei que não existe separação entre nós. Nem pela distância e nem por nenhuma outra característica ou aspecto. Se nesta dimensão terrena manifestamos uma esplendida unicidade -que nos confere valor inestimável-, um degrau acima, em nossa dimensão espiritual, na qual navegamos também cem por cento de nossa existência, somos um só. O "eu" se torna minúsculo e começa a funcionar o Nós. Há uma fusão, um amálgama de almas que se entrelaçam, que vibram em frequências amorosas, suaves, na Luz.Uma Alma só: a Alma do Mundo. No entanto, aqui na Terra, cada ser, com sua personalidade absolutamente especial, com sua missão de vida a ser completada, forma um outro conjunto, um outro grupo, que busca aprendizado, experiência, conhecimento e compreensão das leis universais, bem como exercitar o Amor Incondicional, a base, a raiz de toda a Criação. E começa (ou continua) a lapidação das arestas, o aperfeiçoamento das atitudes, a busca da verdade, a expansão de consciência que se processa ao longo da caminhada... Isso vale para todos. É assim que deve ser; precisamos finalmente desempenhar o que é de fato adequado, que nos realiza enquanto também ampara, inspira e conforta nossos irmãos de jornada. Não existem atalhos, esconderijos, escapatórias... nem há prescrição ou abrogação da lei... De repente, constatamos o quanto, um passo após o outro, a bem-aventurança começa a tomar conta da gente. A transformação entra em ação! É algo forte, que todo mundo tem dentro de si, mais ou menos desenvolvido. Parece-se com curiosidade, mas é bem mais profundo e desafiador. Os teimo sos e os céticos têm dificuldade em ouvi-lo, e mesmo sentindo sua presença espezinhadora, frequentemente precisam de algo doloroso, algum trauma, alguma doença prolongada, que lhes permita refletir e meditar sobre os fatos de sua vida. Outros, mais despertos ou mais inteligentes, evitam, abrem mão do sofrimento líquido e certo que surge quando permanecemos fechados e surdos à voz interior que clama por mudanças. Começamos assim, às vezes até sem perceber, um permanente estado de transformação, passamos a viver melhor, mais saudáveis, serenos, prósperos e amorosos. A simplicidade passa a nos acompanhar e a sabedoria interior nos orienta a cada escolha, evitando situações de tensão, de aperto financeiro, de superficialidade e egoísmo. As emoções fortes se transformam em sentimentos e a impulsividade, tão nefasta e que traz conseqüências imprevisíveis e com certeza nocivas aos outros e ao ambiente, se converte em serenidade quando lembramos da divindade que mora em cada um de nós. As leis naturais passam a atuar inexoravelmente e nos trazem as pessoas -os valiosos companheiros de jornada-, e os eventos que se transformam em nossos novos mestres, nossos facilitadores, instrutores e guias. E o que era um esboço de projeto, um começo ainda tímido e incerto, começa a tomar forma, com contornos e cores mais nítidas e que aos poucos podem tornar-se uma verdadeira obra-prima, arte viva em movimento incessante, inspirando e iluminando tal qual farol o rumo dos outros `navegantes´. Nasce a percepção de que não estamos perdidos no grande mar e, sim, somos o capitão do barco, podendo escolher como, quando e onde aportar nossa embarcação. Começa em seguida uma semeadura mais ampla e abrangente. Algo capaz de operar o que muitos ainda chamam de milagres, mas que na realidade são simplesmente os frutos, a colheita de algo em sintonia com o Universo; alguma coisa que vibrou amor puro brotando do coração e que definitivamente visava o bem de todos, incluindo os demais Reinos da natureza e nossa sagrada Mãe Terra, hoje tão ferida e usurpada. Muito ainda resta a fazer, basta olhar à nossa volta; mas não adianta esperar, almejar que caia do céu... os atores, os responsáveis para o bom êxito do processo todo somos nós mesmos. Você, eu... somos nós que temos tudo à nossa disposição para a tarefa dar certo.Talvez precise somente de manifestar mais fé, mais coragem, determinação e perseverança, algo que carregamos desde sempre em nossa bagagem e que está bem na hora de começar a utilizar. E sabemos direitinho como fazer. A repetição por vezes se torna tão necessária... mas é preciso limpar nosso fardo, perdoar tudo e todos e nos autoperdoar também.Encontrar a verdade que liberta, o Deus interior, aprender a meditar, a silenciar a mente, a criar nossa realidade, nosso destino, livres de pressões religiosas, familiares, ou da sociedade. Precisamos fazer nosso melhor, com alegr ia, afinco, boa vontade, entusiasmo; e tudo será suave; até os fatos aparentemente mais desesperadores, se os avaliarmos e compreendermos em função da nova postura de nossa Alma, passarão por nós sem deixar marcas, embasados que estaremos na absoluta certeza de que nada se perde e que aqui estamos de passagem. Ir muito além do aqui e agora. É importante aceitar os desafios; não adianta fugir do aprendizado buscando a linha de menor sofrimento. Precisamos urgentemente utilizar mais e melhor as ferramentas da mente... deixando finalmente de desconfiar de nossa total capacidade. Refiro-me aos dons da intuição profunda, da clarividência, da cura à distância, da telepatia, do contato com os Guias e os Amparadores e até com os entes queridos que já se encontram em outro plano. O Universo está com pressa e conta conosco, seres poderosos, imortais, capazes de algo que sequer podemos vislumbrar. E num lindo dia, aquele em que teremos completado nossa tarefa aqu i na Terra, no momento de regressar para nossa verdadeira casa, seremos capazes de torná-la ainda mais brilhante, colorida e inundada de Luz.

Por Sergio Scabia

2 de fev. de 2010

A HORA É DE RECOMEÇAR





Por mais que eu queira, não consigo deixar de lado o espírito critico e a observação que costumo recorrentemente ter da vida, das pessoas e do mundo à nossa volta. Estive de férias e sempre procuro me refugiar no Litoral Norte, de São Paulo, que nos delicia com suas variadas praias e encantadora beleza.
O fato é por mais que não queiramos não dá para deixar de observar o péssimo comportamento do ser humano, diante da liberdade de ir e vir e desfrutar das belezas naturais.
Nesse tempo em que estive na praia, além da beleza, da tranqüilidade e da paz que desfrutei, o que mais pude observar, foi a má educação das pessoas que desfrutam de um lugar tão democrático quanto a praia, pessoas que sem o menor pudor emporcalham todo lugar por onde passam, deixam esquecidas centenas de garrafas espalhadas pela areia, dejetos de todo tipo jogados em qualquer canto, restos de comida, sem contar o famigerado saquinho plástico de supermercado, misturado à bruma das águas.
Fico imaginando o que as pessoas não fazem quando estão dentro do mar.
Pois bem. O que se pode esperar do nosso Planeta Azul, diante de tanta sujeira deixada ao relento da noite para o dia? O que se espera de sua reação, a não ser a devolução feroz de todo lixo que o fazem engolir.Pense! O que você faria se fosse um rio emporcalhado por pneus, sofás, geladeiras, vasos sanitários, sacos plásticos e garrafas? O que você faria se lhe tirassem o espaço que permite que você escoe suas águas e lá construíssem moradias, palafitas e desaguassem em cima de você uma água fétida pelo esgoto que corre pelos canos de PVC expostos em sua margem? O que você faria se lhe tirassem o espaço de terra e, em cima, espalhassem areia cimento e pedra, não deixando que você respirasse e absorvesse o excedente no seu interior?Exatamente, é isso mesmo que você pensou... Devolveria toda essa sujeira, toda essa violência ambiental que promovem em seu corpo, em nome de um progresso desenfreado e sem escrúpulos. Na verdade, estou sendo até extremamente sutil quando digo devolveria...
É exatamente isso que o nosso Planeta Azul está fazendo, pelo fato de não mais agüentar tanta desatenção, tanta emporcalhação, tanta ocupação desmedida, tanta falta de respeito, tanta má educação, tanta falta de cultura dos seres humanos!Está devolvendo... na verdade, jogando em nossa cara, em nossas casas, em nossas cidades, toda essa emporcalhação, que o fizeram engolir.
Vocês sabiam que em Ilha Comprida, pela falta de um lixão, a prefeitura joga todo lixo da cidade na mata atlântica? Esse é um pequeno exemplo do poder do homem público para com a população. Se o exemplo vem de cima, como mudar isso?O mundo vive agora sofrendo pelas intempéries, nevascas, terremotos, inundações, furacões, secas, incêndio nas florestas e chuvas em excesso aqui em nosso país.
É certo que sempre houve esses fenômenos naturais, sempre existiram tempestades, mas o nosso Planeta Azul tinha condições de absorver e acomodar esses cataclismas; mas, hoje, já não tem, já não há espaço.
O ponto é: a hora é de recomeçar! Precisa-se urgentemente repensar quanto a nossa maneira de viver e de usar o nosso Planeta Azul. Não dá mais para se ignorar a falta de espaço no mundo, que hoje foi ocupado pelo mau hábito e pela má educação do homem.
Não dá mais para acumularmos tanto lixo; isso tem que ser reduzido, precisa-se reeducar o ser humano, de todas as classes sociais, não dá mais para tolerar quem não tem preocupação com o meio ambiente, o homem precisa recomeçar do zero.Precisam-se mudar os hábitos, pensar no coletivo, não usar o que não é reciclável, não poluir.
Vemos transportes coletivos cheios nas ruas e automóveis particulares vazios nos congestionamentos. Somos individualistas. Precisa-se oferecer carona quando puder, andar a pé quando possível, deixar o carro em casa para ir à padaria, freqüentar os restaurantes do bairro, usar sacolas ecológicas, ou caixas de papelão para acomodar as compras.
De nada adianta recolher as fezes do seu cachorrinho com sacolas de plástico... você limpa a calçada, mas polui os rios.É preciso recomeçar, a hora é essa!
O planeta já não permite tanta falta de respeito, tanta ocupação irregular em suas encostas, tantas palafitas nas margens de seus rios, tantas mansões fincadas no topo da mata atlântica, bairros que surgem de maneira desmedida ocupando e devastando os morros.Necessitamos de políticas públicas, sérias, que orientem as famílias que tem todo direito à moradia digna e segura.
De nada adianta a tranca depois de arrombada a porta...É isso que acontece. Não existe prevenção, precisamos recomeçar a pensar em cidadania, fazer valer o nosso direito ao básico, trabalho, moradia, saneamento e saúde, temos uma nova oportunidade de colocar políticos sérios para nos representarem, isso também é uma maneira de recomeçar.
É urgente esse recomeço, não dá pra mascarar e depois enviar cestas básicas, cobertores, colchões para famílias desabrigadas; tem que haver uma pró-atividade em favor das famílias desfavorecidas, de nada adiantam as campanhas após os desastres, temos é que evitar os desastres. A maneira da ação está totalmente errada, e sabemos disso, mas o fato é que só acordamos, quando a água chega ou a terra treme debaixo dos nossos traseiros, seja no Haiti ou aqui. 

Pensem nisso.
Nelson Sganzerla