26 de abr. de 2011

Será que fazer tudo igual é o certo ?

Katia Macedo publicado em PUC - RJ.


Katia Macedo

26 de abril de 2011 13:09

“Enquanto você se esforça pra ser um sujeito normal, e fazer tudo igual. Eu do meu lado aprendendo a ser louco, maluco total…”
Esse é o início da letra Maluco Beleza, composição de Cláudio Roberto/Raul Seixas.
Quantas pessoas nós vemos se esforçando para serem normais e cedendo a suas verdadeiras vontades? Abdicam das suas convicções, talentos, desejos, sonhos e pensamentos para se enquadrarem ao padrão da normalidade.
Julgam a anormalidade como incertezas, riscos, insegurança e medo. E por temerem as reações dos outros e as conseqüências, optam pela mesmice e pelo modelo padrão pré-definido das supostas regras e acabam tornando-se normais.
Ontem ministrei uma palestra na Fundação Santo André na Semana de Administração organizada pelos alunos e a universidade.
Além do ciclo de palestras eles estão realizando uma Feira de Negócios onde os alunos expõem suas “empresas e idéias”. Sensacional!
Por instantes comecei a olhar aqueles jovens cheios de energia e sonhos e comecei a pensar em quantos deles são ou serão sufocados pelo sistema do mercado de trabalho e os padrões da normalidade.
A normalidade funciona como uma hipnose. Dirão a eles, vocês devem se formar, fazer uma pós e um intercâmbio. Com isso se tornarão um trainee ou gerente, e terão um crachá diferenciado e uma equipe para comandar.
Também terão o direito de serem doutrinados pelos cursos de liderança e motivação planejada pelos Recursos Humanos e a honra de participar dos ciclos de avaliação profissional. Sairão com frases prontas e um roteiro para não perderem seus empregos.
Assim nossos jovens acreditam com muita convicção que todo normal tem sua pós e intercâmbio como passaporte para o sucesso e este roteiro a seguir.
Outros se sujeitam a estagiar em empresas que irão sugar o seu sangue, seu tempo, irão afogar suas iniciativas e talentos e como uns santos inquisidores colocarão seus sonhos e expectativas pela empresa em uma fogueira e depois os cuspirão como um pigarro tubérculo.
Mas não importa, pelo menos ganharão um crachá, um vale-refeição e a dignidade de ter trabalhado na empresa. Agora se têm um nome de peso na carteira de trabalho. Ganharam dignidade e respeito.
Meus Jovens, isto não é dignidade, e sim um holocausto.
A normose faz a todos acreditarem que serão mesmo os diferenciados, talvez percebam que isso é uma ilusão quando se defrontarem em várias dinâmicas de grupos e analisarem que todos fazem os mesmos discursos e agem da mesma forma.
Enfim, se quiserem ser normais, serão um bando de zumbis enfileirados vagando pelo mundo corporativo, esse será o preço por abrir mão de serem vocês mesmos.



Maurílio Santos Jr.







15 de abr. de 2011

ATÉ QUANDO VOCÊ IRÁ VIVER RECLAMANDO DA VIDA ?

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11 de abr. de 2011

A liberdade está prisioneira dentro de você, liberte-a!

por Nelson Sganzerla - nelsonsganzerla@terra.com.br


O que todos nós buscamos para comandar as rédeas do nosso caminho, o leme do nosso barco (desculpem as frases clichês) é a felicidade, buscamos intensa e incansavelmente e, porque não dizer, até desesperadamente.
Todos nós, seja em qualquer canto desse planeta, procuramos ser felizes. Pergunte a um marajá na Índia, a um presidente de uma grande multinacional americana, a um pedinte em qualquer esquina do mundo, a um sheik em Dubai...
O que eles querem e desejam na vida? Dentre tantas coisas, eles certamente responderão: queremos a felicidade.
Mas, existe, entre a variedade de itens que compõem a felicidade, um ingrediente que necessariamente terá que fazer parte desse maravilhoso e delicioso bolo, sem o qual não permitirá que cresça e delicie a todos em nossa volta e ficaremos meio que tolhidos na nossa maneira de pensar agir e falar.
Falo do ingrediente liberdade, que tem que caminhar junto com a felicidade. Sem esse ingrediente, nunca seremos felizes por completo, sempre nos faltará aquela agradável sensação do vento em nosso rosto, sensação de bem-estar e de leveza em nossas ações, e é fundamental exercê-la, óbvio, com responsabilidade, sabendo onde termina a nossa liberdade e se inicia a do outro.
Não se pode mais viver confinado em trincheiras, lutando contra valores arcaicos, valores que insistimos em carregar por gerações. Não se pode mais ser refém do complexo do medo e prisioneiro do preconceito. Não existe mais espaço para a tortura da ignorância, é necessário tomar a montanha, fincar nossa bandeira e expandir horizontes, soltar amarras, e de uma vez por todas deixar de fazer aquilo que outros direta ou indiretamente querem nos obrigar...
A ignorância, o complexo, o preconceito roubam nossa liberdade de existir plenamente. Toda vez que nos submetemos a imposições que não queremos, toda vez que alguém procura obter vantagem em algum negocio, toda vez que calamos diante de alguma injustiça, estamos aprisionando mais e mais a nossa liberdade e deixando de ser livres para com a nossa vida que nos é tão preciosa, e por isso devemos amá-la.
Viver em função daquilo que os outros acham, daquilo que os outros querem. Carregar em nossas costas fardos e muitas vezes valores que não são nossos, deixar que coloquem em nossos tornozelos bolas de aço ou, em nossa mente, idéias e pensamentos mesquinhos, é fechar a janela do nosso eu; é trancar a porta da nossa liberdade, é permitir que pensem por nós, que queiram por nós, que até amem por nós.
Veja a televisão, veja os jornais.O que você faz diferente daquilo que você, lê e assiste? Tornamo-nos mal educados, porque se banalizou a educação; somos violentos, porque a paz também está banalizada; somos inseguros porque o convívio entre as pessoas também não mais existe; não existe cortesia, porque não existe mais o cortês.
Não somos muitas vezes livres porque deixamos que tranquem a porta da nossa liberdade que é nosso direito, quando aceitamos todos os desmandos, as mazelas, a insegurança, as mesmices, as idiotices e todo tipo de preconceitos, quando vivemos e pensamos igual. A ”unanimidade é burra” nunca foi parâmetro para o certo e para o errado; nunca se deixe levar por uma maioria, que você não confie.
Seja pleno, seja inteiro, seja livre, seja feliz e nunca deixe que o (a) conduzam para onde você não queira ir. Reflita sempre e não permita que aprisionem a liberdade que é sua por direito. Liberte-a e seja feliz!

Pense nisso.

Nelson Sganzerla









5 de abr. de 2011

Estar feliz não é ser feliz .





por Nelson Sganzerla - nelsonsganzerla@terra.com.br

Hoje me sentei em frente ao meu monitor, procurando fazer uma reflexão sobre felicidade e buscando entender os efeitos que essa palavra nos causa, no dia-a-dia seja no trabalho, em casa, na rua, na chuva ou na fazenda ou em uma casinha de sapê. Em geral, estamos felizes, mas muito poucos são felizes. Existe uma diferença entre estar e ser feliz.
Estar feliz são momentos transitórios em que vivemos após a resolução de um problema que roubou grande parte da nossa tranqüilidade e, ao resolvermos, nos sentimos leves e com aquela sensação de alívio pelo problema sanado.
Precisamos ter uma conversa com um amigo que julgamos seja importante, passamos semanas para encontrar esse amigo, nos angustiamos, ficamos ansiosos pelo encontro e quando, por fim, encontramos e conversamos, ficamos aliviados e felizes.
Às vezes, uma forte enxaqueca que nos tira o sono e nos arrebata a tranqüilidade de uma noite plena de descanso e quando essa enxaqueca vai embora, respiramos aliviados e, finalmente, podemos dormir o sono dos justos. Isso é estar feliz, é experimentar essas sensações de alívio e de bem-estar. Momentos transitórios, mas que são importantes, afinal, não agüentaríamos viver só de problemas ou de dor.
Quanto a ser feliz, é ter um estado permanente de felicidade. Eu diria que é o estado da arte como permanecêssemos em alfa e requerem de nós muita maestria, muita elegância de espírito, uma mistura de poesia e sedução com muita habilidade para viver a vida; é como diz a música:
“A vida tem sons, que pra gente ouvir precisa aprender a começar de novo, é como tocar num mesmo violão e nele compor uma nova canção”.
Ser feliz é aprender a começar de novo, exige muita transpiração somada a muita inspiração, é treinar todo dia como faz um atleta ao se preparar para uma olimpíada: treina à exaustão para superar obstáculos e bater seus próprios recordes.
Ser feliz é saber tirar dos momentos de derrota, decepções, angústias, tristezas sempre uma lição que irá impulsioná-lo para uma próxima etapa da vida. É saber virar a página e agradecer a Deus pela oportunidade de uma nova lição e nunca jamais se desviar do caminho que se quer chegar.
Ser feliz é sorrir todo dia, chorar todas as noites e acreditar sempre que tudo irá mudar para melhor, no dia seguinte; saber que a vida não é uma constante música de amor; mas que a vida é musicalidade e devemos aprender com muita determinação a dançar conforme esta toca, não importa se triste ou alegre.
Ser feliz não é se conformar com tudo, é se indignar com as injustiças; é não acreditar em tudo que falam; é questionar sempre, ter vontade própria respeitando a individualidade; possuir opinião própria sabendo que a sua não é a única; saber dar valor às pequenas coisas, não deixando que nada passe desapercebido aos seus olhos. É tomar as dores dos indefesos, dos humildes, dos idosos, é entender a diversidade, saber conviver e conversar com as pessoas, mas procurar ouvir sempre, pois o silêncio é de ouro.
Ser feliz é um estado de espírito permanente, que ilumina qualquer ambiente onde se chega. Existem pessoas que não cabem em qualquer espaço, de tão felizes e iluminadas que são, tornam-se imensas, tamanho é seu grau de felicidade; são pessoas felizes e iluminadas, cuja convivência nos faz bem.
Ser feliz não é ser rico, pobre ou milionário. A felicidade transcende a classes sociais, culturas e costumes. Pessoas que são pobres e moram humildemente são mais felizes que milionários que habitam palácios. Ser feliz é um estado de graça permanente, independentemente do sol, da chuva ou do frio.
Ser feliz é saber tocar o mesmo violão e nele sempre compor uma nova canção.


Pense nisso
Nelson Sganzerla


4 de abr. de 2011

Quem sabe faz a hora.



por Nelson Sganzerla - nelsonsganzerla@terra.com.br

“Vem vamos embora, que esperar não é saber, quem sabe faz a hora não espera acontecer”

Vocês que são meus contemporâneos, devem se lembrar muito bem desses versos, cantados por Geraldo Vandré na época da repressão; porém tranqüilizem-se, não vai aqui nesse contexto nenhuma conotação política, mas sim uma conotação para com a vida.
Quem realmente sabe, faz a hora e não espera acontecer... às vezes é difícil entender o verdadeiro sentido dessa frase, fazer a hora, saber fazer acontecer, correndo o risco de ser repetitivo. Digo novamente, tudo é movimento, por mais que você fique parado, sentado em um sofá vendo televisão e engordando, por mais que não queira abrir a janela e deixar o sol entrar, por mais que teime em fugir da realidade, tudo irá acontecer à sua volta, você queira ou não.
Portanto, a questão é saber mudar a sua realidade, pois você é do tamanho dos seus sonhos. Sonhe pequeno e será pequeno, sonhe grande e será grande, faça acontecer, sem medo de se decepcionar, de perder ou de que nada dê certo, elimine a frase “nada dá certo em minha vida” do seu dicionário.
Toda pessoa de sucesso que você conhece, em seu trabalho, no seu bairro, na sua família ou algum amigo, que tinha um projeto pessoal, seguramente passou por fases complicadas, mas sempre acreditou e foi atrás, não importa o tempo que levou, não importa o que sofreu, sempre acreditou que iria chegar e chegou.
Muitas vezes somos educados a não nós arriscarmos, a permanecermos em determinada zona de conforto, do tipo trabalho com horário em um magnífico complexo comercial, com diploma de engenheiro, médico ou advogado pregado a uma parede em uma moldura, como se fosse uma janela fechada para a vida lá fora.
Conheço médicos, engenheiros, advogados insatisfeitos com o seu trabalho, seres que após anos de estudos estão presos a uma realidade que infelizmente foi escolhida por seus pais... veja, eu nada tenho contra as profissões clássicas. Existem profissionais que são vencedores, que conseguiram seu lugar de destaque na sociedade, mas não são a maioria.
Executivos que ganham um excelente salário anual, benefícios para a família, carro blindado da empresa, cartão de credito internacional sem limite de gasto, mas sem tempo para desfrutar essas benesses com a família, sem tempo para levar seu filho ao futebol, sem tempo para ir à reunião da escola, escravos de um celular e um laptop nos saguões dos aeroportos da vida. Eles tem dinheiro, mas não tem tempo.
Felizmente os valores estão mudando, existe até um movimento minimalista, o qual prega que a vida deve ser vivida com o mínimo necessário, procurando mais qualidade de vida, tempo com a família, final de semana sem ficar prisioneiro de uma “conference call” para resolver problemas que se podem resolver durante a semana, sem ter que ficar até altas horas no escritório em intermináveis reuniões, que no final terão que continuar no dia seguinte.
É o mundo da globalização, do capitalismo desenfreado, onde se aprende a trocar o dinheiro pelo tempo; mas qual o custo desse tempo? Será que vale a pena essa troca? O que não se entende é que dinheiro sem tempo pra desfrutá-lo de nada adianta.
Nada acontece por acaso, essa crise mundial veio para colocar um freio no homem capitalista, e trazê-lo à sua realidade, para que se volte para o simples e para o viver melhor.
O “saber fazer a hora” é querer desprender-se desse status que de nada serve a não ser para escravizar e levar ao enfarto e à depressão, qualidade de vida não é possuir vários cartões de credito, não é ter uma excelente casa na praia e não ter tempo para desfrutá-la com a família. Qualidade de vida é poder ir aonde quiser no seu final de semana com sua família, é fazer churrasco, receber os amigos e dar muita risada.
Qualidade de vida não é estar dentro de um carrão, engarrafado no trânsito das grandes cidades do mundo.
O importante é saber fazer a hora; ganhar dinheiro é bom, mas sem ter tempo para gastá-lo torna-se prejudicial à saúde. A hora é de repensar os valores e ver se compensa tanto estresse para manter o padrão de vida que as grandes cidades exigem. São poucas as pessoas que conheço que não se lamentam por estarem trabalhando em excesso.
São poucas as pessoas que conheço que realmente sabem fazer a hora...

Pense nisso.
Nelson Sganzerla




3 de abr. de 2011

Hoje eu me perdôo!

Hoje eu me perdoo!


por Nelson Sganzerla - nelsonsganzerla@terra.com.br

Eu tenho reclamado dos meus dias, que em geral sempre são iguais, em muitas das vezes fatigantes, hoje quero sinceramente pedir perdão a mim, por contribuir para que esses dias sejam sempre iguais; afinal, reconheço, não tenho me dedicado com afinco para que isso mude, não tenho reconhecido que na maioria das vezes estou em péssimo estado de humor; afinal, não tenho me gostado como eu deveria. Então, hoje resolvi me perdoar.
Sei muito bem que é muito difícil despertar bem humorada, logo cedo e enfrentar os afazeres que eu escolhi em tê-los nessa minha história de vida, como: acordar cedo, deixar meus filhos na escola ir para o trabalho, amargar um trânsito medonho, com tudo de ontem para organizar, ter que suportar pessoas falsas e invejosas e o meu diretor que nunca valoriza o que faço. Mas hoje resolvi, vou me perdoar.
Tenho muitas responsabilidades nas minhas mãos, que se eu não resolver, ninguém as fará por mim. Também tenho que me preocupar ao chegar em casa com as tarefas domésticas, dever de casa dos meus filhos, preparar o jantar, arrumar a casa e, quem sabe, se sobrar tempo, revisar a apresentação da reunião de amanhã. Eu já não agüento mais ir deitar tarde e acordar cedo. Mas hoje eu vou e preciso me perdoar, afinal, são meus filhos e a família que escolhi ter.
Essa semana de qualquer jeito, preciso sentar com meu companheiro e tratar das despesas do colégio das crianças, do curso de inglês, telefone, água, condomínio e prestação da casa, dos móveis, do carro. Eu sei que tudo isso é um saco, reclamo e odeio muito isso, mas hoje eu resolvi me perdoar do fundo do meu coração. Afinal, essa é a minha história de vida.
Sem ela, eu não seria eu. É verdade, eu tenho tido muito pouca paciência com as pessoas, a grande maioria me irrita, a grande maioria é mal educada, em geral, não gostam das coisas que eu gosto e muitas vezes procuro não perder tempo em conversar com essas pessoas, pois acho que nada agregam a mim.
Não me interesso nem um pouco em conhecê-las melhor; provavelmente, são iguais a mim, com sonhos, com desejos e projetos de vida parecidos com os meus. Realmente eu ando sem paciência, mas hoje eu vou me perdoar, afinal, o ser humano é dual e não dá para viver sozinha (o) e olha que eu já tentei.
Percebi que ando ansiosa demais, por realizar todas as coisas que idealizo, não tenho tido nenhuma paciência em esperar que o universo conspire ao meu favor e que transforme meu ideal em realidade; tenho atropelado o meu tempo, me angustiando por demais, a ponto de ter que tomar antidepressivos.
Recentemente, eu adquiri síndrome do pânico, imaginava que isso era bobagem e que só gente fraca possuía. Minha pressão arterial está alterada e eu que pensei que só idosos tinham esse problema de pressão alterada, mas meu médico disse que é devido ao meu estresse; preocupo-me por coisas que nem aconteceram em minha vida e que nem sei se irão acontecer.
Portanto, hoje, eu resolvi, vou me perdoar, por esses absurdos em que às vezes penso e me dão tanto medo, de simplesmente viver a vida como tem que ser vivida sem ter que ficar me culpando ou me policiando e valorizar mais cada momento em que a vida me permite vivenciar tantas coisas novas e boas, e às vezes nem presto atenção.
Outro dia, fiquei horrorizada: encarei uma balança e quase tive um troço lá na farmácia. Estou 6 quilos acima do meu peso e minha auto-estima foi lá para baixo... Como eu consigo engordar se estou fazendo dieta? Isso tem me deixado sem vontade de sair, nem no espelho estou me olhando.
Mas quer saber: hoje eu resolvi me perdoar, afinal, eu vou levantar minha auto-estima, hoje eu vou encontrar definitivamente uma maneira de me exercitar mais e me dedicar à minha dieta, vou melhorar, eu tenho certeza disso.
Estava aqui pensando em todo esse meu estresse e me lembrei que ontem me peguei batendo boca aos berros com outro motorista no trânsito; quase que provoquei um acidente, simplesmente porque ele não me viu e me deu uma fechada sem querer, me senti ofendida. Como aquele senhor pôde me fechar sem ao menos me ver, sem ao menos ver o meu carro todo novinho?
Depois em casa, pensei, que poderia ter colocado a minha vida em risco brigando com aquele senhor. Mas hoje eu vou me perdoar e jamais irei fazer isso novamente.
Afinal, a minha vida significa muito mais que uma briga de trânsito e, naquele momento, agi como um animal irracional.
Não sei o que me aconteceu, mas hoje acordei com vontade de me perdoar, por todos os erros que tenho cometido, muitas das vezes com vontade de acertar. Resolvi me perdoar por ter falado mal, por ter julgado e por ter me portado como uma pessoa insensível e insensata ao longo desses anos da minha vida.
Me perdoo por ter chorado, quando a hora foi de sorrir, por ter magoado quando poderia ter deixado pra lá, por ter negado um carinho, ter afastado o meu ombro e freado o meu abraço. Eu hoje me perdoo, por não ter amado o suficiente e provocado uma lágrima de dor. Hoje me perdoo pelo meu preconceito e pela minha omissão, pela minha avareza e pela minha petulância. Eu entendi que hoje estou tão cheia de sentimentos vis, tão repleta de arrogância, que nada mais cabe em mim. Hoje eu decidi promover essa faxina através do meu perdão, abrir espaço para que eu seja feliz. Por isso; só hoje eu me perdoo.



Pense nisso.
Nelson Sganzerla



1 de abr. de 2011

Ser feliz, você já tentou?



por Nelson Sganzerla - nelsonsganzerla@terra.com.br

Se a gente for procurar pensar na felicidade “macro”, daquela em que o mundo é totalmente carente de solidariedade, amor, compaixão não é preciso ser nenhum expert nesse assunto, é só procurarmos ler os jornais assistir os noticiários na TV que está tudo lá, estampado em fotos medonhas, em letras maiúsculas, toda a infelicidade desse velho mundo.
É fato que, desde os primórdios, os povos lutam por sua sobrevivência e contra a sobrepujança dos poderosos. Foi assim com a maioria dos impérios, “povo sempre foi povo” e assim é sempre tratado como tal pelo poder que ora se traveste de lobo, ora de cordeiro, mas sem nunca perder o vício.
Muito bem. Dito isso, acredito que seja bastante difícil a nós, mortais, tentarmos mudar a infelicidade do mundo, quando se trata do “macro”, quando se trata de culturas fundamentalistas, xiitas radicais e por que não dizer, às vezes até idiotas, com todo respeito a todas elas.
O ponto mais uma vez é: o que fazemos nós com a nossa vida? Com o nosso dia-a-dia, com as fotos que tiramos da nossa vida e armazenamos no HD do nosso computador, com as manchetes que procuramos divulgar dos valores que temos em nosso pequeno mundo em relação ao “macro“.
O mundo do nosso trabalho, da nossa família, dos nossos amigos, das pessoas com quem interagimos a todo momento, seja na rua, em nosso trânsito louco, no restaurante onde almoçamos todos os dias, muitas vezes apressados, preocupados com relatórios por fazer, propostas para fechar e reuniões para organizar.
O que fazemos com a nossa felicidade que tanto buscamos, se corremos atrás do vento e não percebemos, que estamos deixando de lado o foco daquilo que mais queremos que é ser feliz. Fazemos tudo automaticamente, dirigimos automaticamente, pensamos automaticamente, agimos automaticamente, a ponto de não valorizar o outro.
Certa vez, marquei uma reunião com uma pessoa bastante próxima a mim e ela me disse:
- Podemos falar somente por meia hora, ok? Das 10h às 10h30min, pois não tenho mais tempo. Naquele momento, ela me disse na entrelinha que iria me atender simplesmente por um simples favor. Imaginei: se sou próximo a essa pessoa e assim sou tratado, imagine se não fosse.
Percebem que nos tornamos superficiais em nossas relações, seja no trabalho, em nossas reuniões sociais e até em casa com nossos filhos? Não temos tempo para pessoas próximas a nós.
A cultura de massa não permite que tenhamos tempo, nossas conversas não têm mais consistência, discutimos programas de televisão absurdos, defendemos tese no futebol, a última capa da revista masculina... somos até juízes. É tudo tão superficial que nos esquecemos de falar de vida, de sentimento, de atitudes em direção à felicidade. Nossas vidas giram em torno da moda, em torno da viagem do momento (afinal, todos estão indo para tal lugar) está muito barato fazer um cruzeiro que pagamos para nos sentirmos mal em alto-mar, afinal, dizem que é chique e poderemos contar na roda social e artificial, no Buffet da moda onde comemoramos o aniversário do nosso filho.
Nas baladas, as casas noturnas repletas de pessoas iguais, rostos e corpos deformados artificialmente como se fossem flores artificiais em vasos de plástico.
Sim, algumas mulheres estão parecendo flores artificiais em um vaso de plástico, na tentativa de serem felizes, na tentativa inútil da busca da felicidade.
A felicidade está no simples, está na conversa ao redor da mesa com os amigos, sem a comparação daquilo que um tem e o outro não, amigos se parabenizam, ficam felizes com o crescimento do outro. Na verdadeira amizade, não tem lugar para a inveja, tudo deveria ser muito simples, mas as amizades são cultivadas de acordo com o que o outro pode nos oferecer.
O simples é o chique, o simples é a felicidade. O chique não é ostentar uma casa bonita e bem arrumada, mas vazia de vida, sem a companhia dos reais amigos para desarrumá-la e achar que se é feliz se empanturrando de comida em um sofá de grife.
Quanto a seu filho? Será que você já tentou levá-lo a um parque ao ar livre ao invés de acotovelar-se em um shopping? Mostrou a ele uma tartaruga, um coelho ou até uma galinha, ou deu a ele o último game da moda? O tênis igual ao do amiguinho da escola? Dessa maneira você estará criando o seu algoz.
Não somos felizes simplesmente porque não tentamos, vivemos presos àquilo que achamos que é o certo, àquilo que todos fazem, nossos valores são superficiais, porque pensamos e agimos de acordo com essa cultura massificada das telonas em cada uma das casas, dos games, do tratamento superficial com que tratamos a todos que convivem conosco.
Enquanto esse nosso pequeno mundo ao nosso redor não tiver a nossa consciência de mudança, não poderemos jamais reclamar e dizer que o mundo anda uma droga e que está complicado de se viver. Este mundo que está aí é feito por pessoas tão egoístas como nós. Este mundo que está aí, eu diria que é simplesmente o nosso espelho.

Pense nisso.
Nelson Sganzerla




30 de mar. de 2011

Até que a distância os separe


ATÉ QUE A DISTÂNCIA OS SEPARE.

por Nelson Sganzerla - nelsonsganzerla@terra.com.br

Eu confesso: Sou romântico! A minha geração passou pelos anos 70 onde se gritava o bordão PAZ E AMOR, tempos do Rock in Rio, Led Zeppelin, Genesis, Dylan, mas também existia o bar, o banquinho e um violão onde todos entoavam o refrão: “Vi tanta areia andei, da lua cheia eu sei, cansei de ser sozinha”, época da Cuba-Libre e dos bailes de garagem, Bethania surgia cantando Gonzaguinha e lendo maravilhosos textos de Fauzi Arap.
Sou do tempo que toda garota tinha em sua estante aqueles bolachões com músicas temas das principais novelas das oito e todo fim–de–semana nos reuníamos na casa de alguém para ouvirmos aquela doce melodia, que embalava nossas paixões, às vezes até secretas, pela nossa timidez. Lembro-me quando não se era correspondido no amor, se dizia: Estou em uma fossa danada.
Nessa época, a droga não existia em nossas rodas. Claro que o pessoal do PAZ e AMOR já peregrinavam pelo LSD e outras drogas, mas eram pessoas mais velhas. Nós éramos todos românticos e sonhadores, ninguém possuía carro, mas percorríamos quilômetros a pé pelas ruas do nosso bairro em busca de aventuras amorosas e, no domingo, fazíamos o balanço das nossas eventuais conquistas.
Não sou saudosista, mas confesso que naquela época os relacionamentos eram outros. Nossa maior balada eram os bailinhos de garagem, a matinê no Clube ou o cinema no final das tardes de domingo, que sempre terminavam em uma lanchonete comendo um hambúrguer e saboreando um Milk Shake.
O ponto é: o que acontece hoje em dia com os relacionamentos? Está tudo tão vazio em torno do amor, que os jovens estão andando em círculos em busca de um prazer que é efêmero. Beijava-se pouco, mas se amava muito... Hoje isso se inverteu, beija-se muito e ama-se pouco. Não existe um começo um meio e um fim. Na época, trocávamos cartas e bilhetes na saída da escola; hoje, troca-se música no MP3 e no Ipod e cada um na sua.
Hoje se mistura álcool, drogas e energizantes com direção... e se mata pela madrugada, achando natural essa loucura. Reúnem-se em lojas de conveniências, envolvendo-se em brigas homéricas e covardes, muitas vezes tirando suas próprias vidas, por banalidades difíceis para o entendimento dos pais que sofrem por não saber o que os filhos estão fazendo, nas ruas.
Já na fase adulta, que acontece com o relacionamento do homem, que não entende uma poesia, não sabe distinguir verso de prosa, nunca leu um romance e sente sono ao assistir um drama, alegando que as “letrinhas” são muito pequenas e seu único assunto são as peripécias com seu carro, sua moto, ou o time de futebol, naquelas horrendas rodinhas que se formam ao redor do churrasco aos domingos.
O que acontece com a mulher, que pela evolução tornou-se mais bonita e exuberante, é independente financeiramente, dona de si, mas sonha com um abraço apertado e um ombro amigo como porto seguro que lhe permita a paz e a quietude depois de um dia duro e estressante de trabalho, e por mais bonita, inteligente e exuberante que seja não encontra esse companheiro...
Onde anda o romantismo nos relacionamentos, respeito, admiração, orgulho da pessoa que está ao seu lado, onde anda o amor que todos buscam? Ao contrário, o que se vê são mulheres amedrontadas e escorraçadas pelos seus maridos, agredidas na frente dos filhos. Ao contrário, o que se vê, são homens fracos, mesquinhos, egoístas sem escrúpulo, que não aceitam o fim de um relacionamento tendo sua macheza ferida e vingada com a morte da companheira.
Relacionamento é uma via de duas mãos, uma troca onde existe o prazer, de procurar fazer o outro feliz, nas pequenas coisas do dia-a-dia, esse mundo que aí está nos tornou frios e céticos em relação ao amor ao romantismo e ao bem querer, ninguém consegue mais dizer: Eu te amo! Ninguém consegue mais olhar no olho, ninguém mais tem coragem para amar, ninguém mais senta e conversa, ninguém mais revê fotos do casamento, ou daquela viagem que foi dos sonhos.
Relacionamento é repetir as mesmas coisas, todos os dias, sem medo de ser chato, de cair no ridículo. Relacionamento é deixar de ser macho para ser homem, entender que mulher gosta de carinho e não de porrada. Relacionamento é a mulher também deixar de querer ser dona de si e criticar menos o seu companheiro para também lhe dar mais carinho e atenção.
Relacionamentos acabam, porque ambos deixam de ser o que eram antes do casamento. Em algum lugar, nesse caminho, as pessoas se perdem e daí a distância torna-se muito grande entre eles, mesmo que ainda permaneçam juntos vivendo sob o mesmo teto, ou se encurta essa distância, ou essa mesma distância mais cedo ou mais tarde, certamente irá separá-los.



Pense nisso.

Nelson Sganzerla






29 de mar. de 2011

Palavras são sementes



por Nelson Sganzerla - nelsonsganzerla@terra.com.br


Em geral, costumamos não dar muita importância às palavras. Todos nós conhecemos pessoas que falam demais, que a tudo criticam e que de tudo se lamentam ou reclamam. Puxe pela memória e certamente você se lembrará de alguém que seja assim.
Pessoas que nas entrelinhas sempre reclamam da sua atual situação, seja financeira, seja amorosa, ou de trabalho, esses sempre estão no passado procurando justificar um presente, geralmente insatisfeitos com sua situação atual, não têm sorte, sempre são injustiçados e sempre existe algo ou alguém para colocarem a culpa.
Não entendem que o que os leva a essa situação de insatisfação e infelicidade são eles próprios, pela maneira que se posicionam em relação à vida, em relação a tudo aquilo que falam e costumam carregar como fardo às costas durante a sua vida terrena, ignoram que somos aquilo que pensamos e que falamos. Seja amargo, negativo e pessimista em relação à vida e a vida irá lhe retribuir da mesma maneira.
O universo trabalha assim, tudo é reação diante de uma ação, seja boa ou má de uma maneira ou de outra você terá sempre essa reação, não fosse assim criminosos teriam uma vida eterna e nunca iriam sucumbir diante de outro criminoso e teriam vida longa, mas sabemos que não é assim e temos exemplos recentes.
Você só atrai aquilo em que pensa e que fala. Passe a vida reclamando da sua situação de infeliz e receberá só a infelicidade. Assuma uma postura de perdedor e perdedor você será ao longo da vida... Isso é fato e não pense que irá mudar, pelo contrário, você irá atrair perdedores iguais a você ao seu redor e sempre irá conviver com pessoas infelizes e medíocres.
Tudo são vibrações e movimento e você, através dessa baixa vibração, irá atrair desentendimentos, infelicidade. Procure observar isso, geralmente em famílias que só se desentendem que só geram problemas, empresas que patinam e não progridem, funcionários negativos e problemáticos que, onde estão, prejudicam toda uma equipe, vibram todos em baixa; são pessoas pesadas em que a simples presença nos faz mal.
Algo acontece conosco lá atrás na infância, seja algum problema com os pais, algum problema grave com alguém da família, uma separação conturbada, uma infância molestada, um abandono de uma mãe, sempre desencadeia uma formação adulta negativa e pessimista e geralmente não se dá conta; e está aí criado um adulto pessimista e totalmente negativo na postura e nas ações.
Não quero aqui dizer que a vida seja sempre repleta de fatos felizes, que tudo é maravilhoso e que sempre exista um passarinho verde em nossa janela todas as manhãs; pelo contrário, na maioria das vezes, é repleta de batalhas, mágoas, dissabores e todo tipo de infelicidade, mas temos que superar sempre cada obstáculo como um guerreiro e vencê-los com postura de vencedor, que sabe que tem que passar por percalços e dificuldades, mas tem a certeza da vitória.
O vencedor cai e se levanta, sofre de solidão porque está sempre na contramão da história, geralmente é tido como um sonhador, um romântico um otimista sem noção de realidade, por isso, em geral está só em sua batalha pelo sucesso e pela prosperidade.
Você nunca verá um vencedor que não tenha sido criticado e falado em roda de invejosos e perdedores.
Você nunca verá um vencedor que não tenha provocado a inveja daqueles que não têm ousadia e se escondem na mediocridade, você nunca verá um vencedor que pense pequeno e que possua horizontes curtos e estreitos.
Mas, em geral, você verá perdedores reclamando sempre da sua situação atual perante a vida, da sua malfadada empreitada em algum negócio, do tempo em que era feliz e não sabia, de determinado emprego que lhe proporcionava certa zona de conforto.
Vencedores caminham sempre na contramão da história e sabem o preço que se tem a pagar pelo sucesso e pela prosperidade, sabem que todo pensamento negativo leva à infelicidade e ao fracasso. Sabem que tudo é construído com uma postura altiva e com uma mente positiva e que não importa o tempo de espera.
Sabem que palavras são sementes semeadas tanto para o sucesso como para o fracasso, portanto, procuram sempre tomar cuidado naquilo que dizem.


Pense nisso.

Nelson Sganzerla