16 de jun. de 2011

Criando o próprio caminho
Elisabeth Cavalcante


Uma das piores coisas que pode acontecer a um ser humano é não acreditar em seu poder de discernimento. É natural que na infância não tenhamos condições de agir por conta própria, por não termos ainda a maturidade necessária para tomar decisões.

Entretanto, uma educação adequada, deveria nos direcionar para, aos poucos, sermos capazes de encontrar as soluções para cada situação da vida, por nossa conta e risco. E isto dificilmente acontece. Por querer evitar que os filhos sofram, ou motivados pelo apego, muitos pais evitam estimular a sua independência.

Assim, geram seres inseguros que sempre buscarão soluções prontas para seus conflitos, seguindo as crenças ditadas pelo mundo exterior. Ocorre que cada ser humano é uma individualidade, um universo em si mesmo, e, portanto, deveria procurar soluções únicas e pessoais para seus questionamentos.

Quanto mais dependentes nos tornarmos dos valores e crenças impostas pela sociedade e as religiões já estabelecidas, maiores serão as chances de que cultivemos culpas e, consequentemente, angústia e infelicidade.

Confiar em nossa sabedoria interior, e escolher a cada situação, a resposta mais adequada para aquele momento, não nos livrará de cometer enganos. Mas certamente vai nos permitir aprender com nossos erros.

E este aprendizado nos concederá uma nova qualidade de ser, aquela em que a segurança vem de nossa própria vivência e torna-se, portanto, um saber definitivo, que nenhuma outra fonte poderá nos proporcionar.

Minha visão sobre o homem é que ele não precisa de organização. Ele precisa de liberdade de todas as organizações. Todas as organizações irão aleijá-lo, cegá-lo, destruí-lo. A vida da organização é a morte do indivíduo.
A organização demanda obediência. Não é uma questão de certo e errado. A questão é que deve obedecer ao que está escrito nas escrituras, o que é antigo, o que tem sido sempre seguido. Você não deve questionar.

Minha proposta é justamente o oposto: você deve questionar tudo. É a sua vida.... Eu sou pelo saber, e eu sou absolutamente contrário à crença. Porque a crença impede as pessoas de saber. Quando você já acredita, sua instrução para, ela não é necessária. Gautama Buda conheceu... isso é o suficiente. O que mais você pode fazer? Basta acreditar nele, adorá-lo.
Mas lembre-se de uma coisa: quando você está com sede, então, você nunca pensa que Gautama Buda bebeu água o suficiente – que não há nenhuma necessidade de você beber.

... Quando você estiver com fome, você está com fome e você precisa de alimento. Gautama Buda pode ter comido - oitenta anos que viveu - que não faz qualquer diferença para a sua fome. Se a nível físico, não é possível, como é possível no nível espiritual? Buda pode ter conhecido. Isso não pode tornar você iluminado. Você tem que conhecer por si mesmo.

Cada indivíduo tem de percorrer o caminho. Ninguém mais pode percorrer o caminho em seu nome....O que é bom hoje, pode não ser bom amanhã. O que é bom para mim, pode não ser bom para você.

Cada indivíduo tem de estar consciente, alerta, atento, experimentar com a vida. E descobrir o que é bom para ele. O que lhe dá paz, o que o faz feliz, o que lhe dá serenidade, o que lhe traz mais perto da existência e sua harmonia imensa, é bom.
...E o que quer que crie conflito em você, miséria em você, dor em você, está errado.
Ninguém mais pode decidir isso por você - pois cada indivíduo tem seu próprio mundo, sua própria sensibilidade. Ele é único. Então, fórmulas mortas não vão funcionar. Elas não funcionaram. O mundo inteiro é uma prova disso.

Nunca pergunte a ninguém o que é certo e o que é errado. A vida é um experimento para descobrir o que é certo e o que é errado. Às vezes você pode cometer o que está errado, mas aquilo lhe dará a experiência que irá torná-lo consciente a respeito, ou seja, que tem de ser evitado. Às vezes você pode fazer algo bom e você será imensamente beneficiado. As recompensas não são além da vida, no céu e inferno. Eles estão aqui e agora.

Cada ação traz os seus resultados imediatamente. Basta estar atento e observar. Eu chamo o homem maduro aquele que observou por si mesmo e encontrou o que é certo e o que é errado, o que é bom e o que é mau.
E por encontrá-lo por si mesmo, ele tem uma tremenda autoridade. Ele conhece absolutamente. O mundo inteiro pode dizer outra coisa, não faz diferença para ele. O mundo inteiro pode estar contra ele - não é uma questão de voto. Ele tem a sua experiência e é decisiva.

...O homem encontra a maturidade através de suas próprias experiências – e a vida dá tantas oportunidades, a cada momento elas estão disponíveis. Não perca nenhuma oportunidade. Bom ou mau, não decida de antemão. Siga através da experiência e deixe a decisão vir depois.
Deixe a experiência ser a sua conclusão... E cada caminho individual será diferente. Nunca siga ninguém. Essa é a maior calamidade que pode acontecer a um homem. Uma vez que você comece a seguir outra pessoa, você se torna uma cópia, você se torna uma imitação, você perde a originalidade.


OSHO - O último testamento

O CONCEITO DE AUTO-AJUDA

Louise L. Hay é conhecida como uma das fundadoras do conceito de “auto-ajuda”. Seu primeiro livro, “Cure seu corpo ”, foi publicado em 1976, bem antes da discussão sobre a conexão entre o corpo e a mente ter se tornado moda. Revisto e expandido em 1988, este best-seller introduziu o conceito de Louise para pessoas de 33 diferentes países e está sendo traduzido para outros 25 idiomas mundo afora.

Através das técnicas de cura e da filosofia positiva de Louise, milhões têm aprendido sobre como criar mais do que eles querem para suas vidas, incluindo bem estar para seu corpo, mente e espírito. Sua filosofia pessoal formou -se desde sua complicada educação. Sua infância foi pobre e instável e sua juventude foi marcada por abusos. Louise saiu de casa e foi parar em Nova York, onde se tornou modelo e casou -se com um próspero homem de negócios. Apesar de parecer que ela deu a volta por cima, somente 14 anos depois com o fim de seu casamento que a sua cura realmente começou.

Louise iniciou o que viria a ser o trabalho da sua vida em Nova York em 1970. Ela acompanhava encontros na Igreja da Ciência Religiosa e iniciou um treinamento no programa de ministérios. Ela tornou -se uma popular oradora da igreja e logo fundou ela mesma um conselho de clientes. Este trabalho rapidamente floresceu como uma carreira de tempo integral. Após vários anos, Louise compilou um guia de referência detalhando as causas mentais das doenças físicas. E desenvolveu padrões positivos de pensamentos para reverter o avanço da doença. Esta compilação foi a base para “Cure seu corpo ”, também conhecido carinhosamente como “O livrinho azul ”. Ela começou a viajar pelos Estados Unidos ministrando workshops sobre como amar nós mesmos e curar nossas vidas.

Louise estava apta a por sua filosofia em prática quando ela foi diagnosticada com câncer. Ela considerou as alternativas de cirurgia e drogas e ao invés, desenvolveu um intensivo programa de afirmações, visualizações, reequilíbrio nutricional e psicoterapia. Dentro de seis meses, ela estava completamente curada do câncer.

Em 1980, Louise retornou a sua terra natal, o sul da Califórnia e foi ali que ela começou a pôr seus métodos no papel. Em 1984, seu novo livro, Você pode curar sua vida, foi publicado. Nele, Louise explica como nossas crenças e idéias sobre nós mesmos são quase sempre a causa dos nossos problemas emocionais e físicos, e como, usando certos métodos, podemos transformar nossos pensamentos e nossas vidas para melhor.

Você pode curar sua vida emplacou no topo da lista dos mais vendidos do New York Times e permaneceu assim por 13 semanas consecutivas. Mais de 35 milhões de cópias do livro foi vendida até então mundo afora.

Em 1985 Louise iniciou seu famoso grupo de apoio, “The Hayride”, com seis homens diagnosticados com AIDS. Por 1988, o grupo se ampliou semanalmente reunindo 800 pessoas e se mudou para um auditório em West Hollywood. Mais uma vez, Louise iniciou um movimento de amor e apoio muito antes das pessoas vestirem faixas vermelhas em suas lapelas. Foi durante esse período que ela escreveu o livro “Aids: Criando uma Aproximação Positiva”, baseada em suas experiências com este poderoso grupo.

Louise agora lidera a “Hay House”, uma editora de sucesso. O que iniciou como um pequeno empreendimento na sala de sua casa tem se tornado uma próspera corporação que tem vendido mais de 10 milhões de livros e áudios desde seu início. Hay House se constitui de notáveis autores do movimento de auto -ajuda, incluindo Wayne Dyer, Joan Borysenko e Doreen Virtue entre outros. Ainda, A “The Hay House Foundation” e a “Louise L. Hay Charitable Fund” são duas organizações sem fins lucrativos estabelecidas por Louise que apoiam diversas organizações sobre Aids, mulheres e outras.

A mensagem de cura de Louise tem sido o assunto de muitos artigos em jornais e revistas. Ela tem aparecido na televisão por todo o mundo e sua coluna mensal “Dear Louise” é exibida em mais de 50 publicações nos EUA, Canadá, Austrália, Espanha e Argentina. Aos 81 anos, Louise se orgulha de lançar o primeiro filme de sua vida e está trabalhando no “Você pode curar sua vida - O filme”. Para assistir o trailer visite www.youcanhealyourlifemovie.com

Quando ela não está viajando, Louise adora pintar, jardinar e dançar em sua casa em San Diego, Califórnia.

Texto traduzido por Ronaud Pereira www.ronaud.com, retirado de www.louisehay.com

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15 de jun. de 2011

REFLETINDO SOBRE O CONCEITO DE ENERGIA

por Fernando Martins 

Ouvimos muito falar popularmente do conceito de energia. "Estou sentindo uma energia assim, energia assado", "sinto energias ruins neste lugar", "esta pessoa tem energia boa", enfim, mas muito pouco se explica sobre esta energia.

Faço aqui uma reflexão sobre este conceito.

Energia sempre esteve associada à vitalidade.

As duas principais culturas antigas que deram destaque a este conceito foram a grega e a romana.

Na Grécia antiga temos o termo psyché que significa o "algo movente", ou seja, uma energia que move os corpos.

Em Roma antiga, o termo anima que significa "algo que anima", ou seja, uma energia que anima os corpos.

No período pré-cristão, nas mais diversas culturas pagãs, esta energia era associada aos espíritos e até hoje, vemos, em culturas indígenas, por exemplo, pessoas que incorporam os espíritos de determinados animais, ou seja, o espírito sendo associado a determinadas características dos animais. A visão aguçada da águia, a rapidez do lince, a força de um leão, etc.

Na cristandade, esta energia passou a ser individualizada, tendo aí a idéia de alma como sendo um segundo corpo, um corpo etéreo, que habita o corpo físico e que parte para algum lugar após a morte e lá permanece.

Nos idos de 1800, Kardec traz a idéia da reencarnação desta alma, na doutrina espírita.

No oriente, o conceito de energia também sempre foi associado à vitalidade, mas de uma forma mais ampla.

Para os chineses, a energia transita pelo corpo físico fazendo a manutenção do organismo. Esta energia individual tem sua origem em uma energia maior, que está em toda parte, uma energia universal, quiçá divina.

Viveríamos assim num mar de energia, interagindo com ela nas suas mais diversas formas. Ao meditar, ao respirar, ao fazer um esforço físico.

Os nomes desta energia variam, mas seus entendimentos são bastante semelhantes. A seguir alguns dos nomes das energias em algumas culturas. Temos o Chi na China, Prana na Índia, Ki no Japão, Mana na Polinésia, Ka no Egito e por aí vai.

A partir do advento da física quântica, físicos, dentre eles Einstein, começaram a desenvolver teorias e fórmulas, dais quais uma delas pode ser utilizada para ilustrar de forma o mais racional possível para atender aos nosso contexto ocidental moderno cuja razão é importante para qualquer tipo de compreensão.

A equação de Einsten em questão é E = m.a² , onde lemos, energia igual à massa vezes aceleração ao quadrado.

Podemos fazer a seguinte leitura a partir desta equação: toda massa é energia se distinguindo por conta da sua aceleração (vibração). Ou seja, toda massa é energia, no entanto, conforme sua vibração, torna-se mais densa ou menos densa. Se você fizer um teste com a palma da mão virada para baixo e começar a vibrá-la intensamente, verá que a imagem da mão quase que some, ou seja, quanto maior a vibração, menos densa a matéria, podendo chegar a níveis invisíveis.

A este nível invisível da matéria, ou seja, a matéria neste estado de alta vibração, logo, menos densa, chamamos de corpo sutil.

Seriam, então, estes corpos sutis que estariam interagindo conosco e nos dando as sensações descritas no início deste texto.

Estes corpos sutis têm várias classificações. Abaixo coloco três das mais famosas.

Classificação de Steve Johnson Terapeuta Floral

Corpo Etérico

Corpo Emocional

Corpo Mental

Corpo Causal

Classificação de André Luis (Chico Xavier)

Corpo Etérico

Corpo Emocional

Corpo Mental

Classificação de Bárbara Ann Brennan - autora do famoso livro Mãos de Luz

O Corpo Etérico

O Corpo Emocional

O Corpo Mental

O Corpo Astral

O Corpo Etérico Padrão

O Corpo Celestial

O Corpo Ketérico Padrão ou Corpo Causal

Ou seja, a tão falada energia seriam os corpos sutis, matéria em alta vibração que nos envolve e envolve a tudo. A interação conosco se processa através de centros de energia chamados de Chakras, do sânscrito "roda", que são pequenos vórtices (forma espiralada), se dando de forma horizontal e de forma vertical.

Mas aí já é outro estudo e em nova oportunidade volto ao tema.

Só para registro e informação.

Fecha o pano.


 
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Memória Celular

 Acid


Na semana passada, um americano que havia recebido há treze anos o coração de um suicida em um transplante se matou da mesma forma que seu doador. Além do que, um ano depois do transplante, ele já havia procurado a família do doador para agradecer pelo órgão e acabou se envolvendo (e casando!) com a viúva do antigo dono do coração!

Isso nos dá realmente o que pensar. Afinal, não é o primeiro caso.

"Nunca vou esquecer o dia em que recebi aquele telefonema. Eu fui a primeira pessoa a quem mamãe ligou. Ela me disse: como é que ele foi capaz de se matar? Fizemos uma reunião de família e meu irmão falou: vamos doar todos os órgãos dele", conta a irmã do jovem Howie.

O fígado de Howie foi doado para Debbie Véga. "Naquele dia eu estava muito doente, e podia até ter entrado em coma se não tivesse recebido aquele fígado a tempo", diz Debbie. A operação foi um sucesso, mas logo depois coisas estranhas começaram a acontecer com a mulher que recebeu o fígado no transplante:
- "Dois dias depois do transplante, eu pedi ao meu marido: compre amendoim, compre salgadinho de queijo para mim. Só que eu nunca gostei de comer isso. Passei três ou quatro meses comendo essas coisas, sem parar. Aí comecei a fantasiar: será que era isso que o doador gostava de comer"?

Debbie voltou ao hospital para tentar conseguir informações sobre o doador. Ela perguntou a uma enfermeira: era um homem? Uma mulher? A enfermeira respondeu: era um garoto. Só disse isso. Houve outra mudança nos hábitos de Debbie depois do transplante: ela começou a praticar luta. Ela pensou: será que o doador gostava de lutar? Dois anos depois da operação, ela finalmente conheceu a família do doador. As irmãs do jovem confirmaram: sim, ele gostava de lutar, e dava chutes iguais ao dela.
- "Parece que é ele usando o corpo dela. É como se ele quisesse provar a todo mundo que continua vivo", diz a irmã.

Casos como esse são pesquisados pelo doutor Gary Schwartz, um professor de medicina da Universidade do Arizona. Ele diz:
- "Explicações meramente biológicas são insuficientes para entender esses fatos bizarros. Essas memórias dos transplantados sugerem a possibilidade de continuidade da consciência mesmo depois da morte".
Os céticos dizem que essas memórias são simples coincidências, ou talvez efeitos colaterais dos medicamentos que os pacientes devem tomar depois da cirurgia. Mas como explicar uma outra história contada por Debbie?
- "Assim que acordei da cirurgia, lembrei de uma coisa que parecia um sonho: vi uma cena, um rapaz, uma moça de aparência latina. Ela usava uma blusa listrada".
A irmã comenta:
- "Isso me assustou, porque o meu irmão se matou na frente da namorada. Ela foi a última pessoa que ele viu: naquele dia, ela estava mesmo de blusa listrada".

O doutor diz que um dos casos mais fascinantes que estudou foi o de um jovem de 17 anos, um violinista, assassinado na rua. Seu coração foi transplantado para um homem de 47 anos, que, de repente, se apaixonou por música clássica. Passou a ouvir música clássica por horas e horas e disse que aquelas melodias comoviam seu coração. O problema do doutor Schwartz é demonstrar que células e órgãos podem guardar e transmitir algum tipo de memória. Mas ele acredita que existe uma espécie de energia que circula pelo corpo e leva informação a todas as células. É uma energia que teria origem no coração e estaria relacionada com nossas emoções.
- "Emoção é energia em movimento, ela pode estabelecer ligações biofísicas", defende o controvertido pesquisador.

Em uma ótima entrevista à Revista Planeta, o Dr. Paul Pearsall nos fala que as células têm memória e que o coração carrega um código energético especial, que nos conecta com os demais seres humanos e com o mundo à nossa volta. De certa maneira, sua teoria explica por que muitos transplantados passam a manifestar traços da personalidade do doador. Segundo Pearsall, "o fato de que as células têm memória é uma lei básica da natureza. Mesmo os mais simples organismos unicelulares lembram como se movimentar, encontrar alimento, fazer sexo e evitar os predadores. Os cientistas chamam isso de memória da função, mas, se uma célula pode lembrar, é bem provável que muitas células juntas poderiam ter memórias mais complexas e elaboradas. As células do coração são as únicas células rítmicas. Elas pulsam mesmo quando estão fora do corpo, e quando colocadas próximas a outras células do coração, se comunicam entre si e entram juntas numa batida rítmica. As células do coração retiradas por biópsia de um paciente e colocadas num prato de laboratório vibraram mais rápido quando seu doador estava sendo testado numa esteira ergométrica, num aposento no fim do corredor, bem distante do lugar onde suas células estavam sendo observadas. Pesquisadores da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, transferiram as memórias de vermes. Pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Califórnia mostraram que um único elétron podia alterar as memórias de nossos genes. Existem dezenas de fascinantes descobertas em pesquisas que indicam o princípio de que estamos ligados de uma maneira que ainda não entendemos".

O coração é muito mais do que um mecanismo bombeador. Ele não está a serviço do cérebro, mas é um parceiro para formar com ele nossa organização interna de manutenção da saúde(Paul Pearsall)

A medicina chinesa já sabia disso há alguns milhares de anos. Segundo eles, o coração é responsável por controlar o sangue, os vasos sanguíneos e a mente. Isso mesmo. Não só a atividade mental, como a consciência, ou, como eles chamam, "dotar a mente de tesouro". Quando há Ki/Qui (energia vital) em abundância no coração, isso se reflete no rosto, que possui muitos vasos sanguíneos. Um rosto brilhante e rosado revela uma pessoa sã, enquanto um rosto obscuro ou azul-purpúreo indica deficiência de Ki ou estagnação do sangue no coração.

Mas poderia um distúrbio mental afetar de forma irreversível a memória celular do coração? Vejamos o que diz o espiritismo, no capítulo 18 do livro de André Luiz (Psicografado por Chico Xavier) Missionários da Luz, que trata de obsessão e seus efeitos no organismo:

A jovem que reagia contra o assédio das sombras demonstrava normalidade física razoável. Parecia alguém que fazia todos os esforços para defender o equilíbrio da própria casa. No entanto, os outros apresentavam lamentáveis condições orgânicas. A mulher possuída tinha sérias perturbações, desde o cérebro até os nervos lombares e sacros, apresentando completo desequilíbrio da sensibilidade, além de grave descontrole das fibras motoras. Esses desequilíbrios não se limitavam apenas ao sistema nervoso, mas atingiam também as glândulas e demais órgãos em geral.
(...)
Percebendo que Alexandre estava mais disponível, comentei o que havia observado, perguntando, em seguida:
- Tendo em vista os desequilíbrios físicos que pude verificar nos assistidos, podemos considerá-los como doentes do corpo também?
- Com certeza - afirmou Alexandre -, o desequilíbrio da mente pode causar perturbação geral do corpo físico. É por isso que as obsessões, quase sempre, vêm acompanhadas de aspectos muito complicados. As perturbações da alma levam às doenças do corpo.
- Mas e se conseguíssemos afastar os obsessores definitivamente? Como médico quando encarnado, vejo que estes doentes psíquicos não têm as doenças restritas à mente. Com exceção da jovem mais forte, os outros apresentam estranhos desequilíbrios do sistema nervoso, com distúrbios no coração, fígado, rins e pulmões. Digamos que conseguíssemos fazer com que os obsessores desistissem de seu intento. Os obsidiados teriam de volta o equilíbrio físico, retomando a saúde plena?
Alexandre pensou um pouco, antes de responder, e disse:
- André, o corpo físico é como um violino que se entrega ao músico, que, nesse caso, é o espírito encarnado. É indispensável preservar o instrumento das pragas e defendê-lo de ladrões. (...) O violino simbólico de que falamos, quando entregue às forças do mal, pode ficar parcialmente destruído. E, mesmo que seja devolvido ao verdadeiro dono, pode não ter mais a qualidade que tinha antes. Um Stradivarius pode ser autêntico, mas não poderá ser ouvido com as cordas arrebentadas. Como vemos, os casos de obsessão apresentam complicações naturais e, para solucioná-los, não podemos dispensar a colaboração direta dos próprios interessados, os obsidiados.
- Entendo! Mas, suponhamos que os obsessores mudem de idéia e se afastem definitivamente do mal, depois de atacarem o corpo dos obsidiados durante longo tempo... Nesse caso, esses obsidiados não se recuperariam imediatamente? Não teriam a saúde completa novamente?
Com a paciência que lhe é peculiar, Alexandre respondeu:
- Já vi casos assim e, quando acontecem, os antigos perseguidores se transformam em amigos, ansiosos por reparar o mal praticado. Às vezes, com a ajuda dos planos superiores, conseguem a recuperação física plena daqueles que sofreram os seus ataques desumanos. No entanto, na maioria dos casos, os obsidiados não conseguem mais recuperar o equilíbrio do corpo físico.
- E vão com a saúde comprometida até a morte? - perguntei, muito impressionado.
- Sim - respondeu Alexandre, tranqüilamente.

Referência: Tratado de Medicina Chinesa (Ed. Roca);
Documentário "Transplante de Memórias", do Discovery Home and Health;
Paul Pearsall - Memória das Células (Ed. Mercuryo)


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Por Frei Betto

Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: “Não foi à aula?” Ela respondeu: “Não, tenho aula à tarde”.
Comemorei: “Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde”. “Não”, retrucou ela, “tenho tanta coisa de manhã...” “Que tanta coisa?”, perguntei. “Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina”, e começou a elencar seu programa de garota robotizada.
Fiquei pensando: “Que pena, a Daniela não disse: “Tenho aula de meditação!”

Estamos construindo super-homens e supermulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados. Por isso as empresas consideram agora que, mais importante que o QI, é a IE, a Inteligência Emocional. Não adianta ser um superexecutivo se não se consegue se relacionar com as pessoas. Ora, como seria importante os currículos escolares incluírem aulas de meditação!

Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: “Como estava o defunto?”. “Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!” Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?

Outrora, falava-se em realidade: análise da realidade, inserir-se na realidade, conhecer a realidade. Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Pode-se fazer sexo virtual pela internet: não se pega aids, não há envolvimento emocional, controla-se no mouse. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra!
Tudo é virtual, entramos na virtualidade de todos os valores, não há compromisso com o real! É muito grave esse processo de abstração da linguagem, de sentimentos: somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. Enquanto isso, a realidade vai por outro
lado, pois somos também eticamente virtuais…

A cultura começa onde a natureza termina. Cultura é o refinamento do espírito. Televisão, no Brasil - com raras e honrosas exceções -, é um problema: a cada semana que passa, temos a sensação de que ficamos um pouco menos cultos.

A palavra hoje é “entretenimento” ; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela..
Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: “Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!” O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.

Os psicanalistas tentam descobrir o que fazer com o desejo dos seus pacientes. Colocá-los onde? Eu, que não sou da área, posso me dar o direito de apresentar uma sugestão. Acho que só há uma saída: virar o desejo para dentro. Porque, para fora, ele não tem aonde ir! O grande desafio é virar o desejo para dentro, gostar de si mesmo, começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento
globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor.
Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis:
amizades, auto-estima, ausência de estresse.

Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Se alguém vai à Europa e visita uma pequena cidade onde há uma catedral, deve procurar saber a história daquela cidade - a catedral é o sinal de que ela tem história. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shopping centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...

Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do McDonald”s…

Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: “Estou apenas fazendo um passeio socrático.” Diante de seus olhares espantados, explico: “Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: “Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz.”
Pense nisso.
Nelson Sganzerla

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AMULETOS E TALISMÃS

por Helena Gerenstadt 

A necessidade de proteger-se sempre foi algo constante na História da humanidade, talvez pela fragilidade do homem ante as mudanças climáticas, às forças incontroláveis da natureza, aos animais selvagens, guerras ou doenças. Em todas as civilizações sempre existiram deuses que se ocupavam de determinados assuntos, como a fertilidade, a caça, guerra, o amor, a beleza ou a justiça. Eram Deuses vinculados com o Sol, com a Lua, com o vento ou os oceanos, deuses que às vezes tinham forma humana. Apesar de toda essa diversidade, havia uma característica em comum: a ostentação de certos atributos que lhes identificavam e distinguiam. Esses símbolos, como o disco solar, a meia lua, as plumas de uma ave, da cruz ou outros, oferecia as virtudes e o poder protetor da divindade que representava, se tornando amuletos protetores. Eis alguns exemplos:

JADE - A PEDRA DA IMORTALIDADE

Os estudiosos asseguram que o jade traz a necessária tranqüilidade a quem possui esta pedra, e que as suas colorações esverdeadas purificam as emoções.
No terreno médico, o jade já foi utilizado contra envenenamentos produzidos por animais, vários tipos de infecções, problemas de olhos e de estomago, ciático e epilepsia. Também já foi utilizado para combater a solidão e a ruína.
O jade é utilizado desde uns dez mil anos antes de Cristo, e com esta pedra se talharam imagens religiosas, objetos ritualísticos, amuletos e peças de utilidade como os machados, que tinham inscrições destinadas aos deuses, para que o instrumento cumprisse adequadamente a sua função.
Os árabes aplicaram o jade para aliviar as sensações de vertigem, e era recomendado para os viajantes que deveriam passar por caminhos próximo aos abismos ou de montanhas.
No México, no período pré-hispânico, o jade constituía um símbolo de fecundidade que aludia a água primordial e às forças que se materializam na vegetação.
Foi na China que esta pedra recebeu seu maior culto, desde há 6.000 anos. Esta cultura equiparou o jade ao maravilhoso diamante, ao considerar ambas como as gemas da imortalidade. Por esta razão, é uma das pedras preciosas preferidas para talhar a imagem de Buda. Muitos comerciantes orientais da antiguidade acariciavam peças de jade durante seus negócios, na certeza que esta pedra lhe trairia sorte e fortuna nas transações. Também se construíam amuletos especiais dedicados à proteção de cadáveres, que eram colocados sobre seus rostos, e em algumas ocasiões sobre o umbigo ou outros pontos do corpo humano para facilitar o transito para a grande viagem.

CRUZ ANSADA DOS EGIPCIOS

A cruz ansada, junto com o olho de “udjat” e o escaravelho compõem a trilogia dos amuletos mais característicos do antigo Egito. A imagem da Cruz Ansada é similar à cruz cristão, variando a parte superior, que apresenta uma forma oval. Os egípcios a consideravam como “o símbolo da vida” e era um dos principais atributos da Deus Ísis, que foi quem conseguiu devolver a vida a seu esposo e irmão Osíris.

TETRAGRAMATÓN HEBRAICO

A palavra tetragramatón procede do grego tettares (quatro) e gramma (letra), e faz referência especial as quatro letras que, em hebraico, expressam o conceito de Deus. Estas quatro letras: Y H V H (yod, he, vav, he), escritas em caracteres hebraicos (da direita para a esquerda), são consideradas a representação da Divina vontade, a Criação, o intelecto e a Ação. Como amuleto de proteção à palavra pode estar inscrita dentro de um círculo, que engloba a figura de um pentagrama (estrela de cinco pontas) ou de um hexagrama (estrela de seis pontas). O hexagrama é conhecido também como Estrela de David ou selo de Salomão (dois triângulos entrelaçados) e seu simbolismo dá uma idéia da união do homem com a divindade. O triangulo que sobe simboliza o esforço humano de superação, seu trabalho evolutivo, e o triangulo que desce representa a providencia e a ajuda de Deus. O simbolismos da estrela de cinco pontas é similar, já que representa o ser humano (de pé com braços e pernas abertos), que se sente identificado com as forças do Universo, e sintoniza suas energias com a energia universal. É um talismã de proteção pessoal que expressa o conceito de união com Deus.

MÃO DE FÁTIMA

A mão de Fátima é um amuleto marroquino, de origem islâmica, é representada por uma mão com os dedos estendidos. Cada um dos dedos representa uma virtude (fé, caridade, jejum, oração e peregrinação). É freqüente encontrar também com seis dedos. Costuma ter também uma pedra em forma de olho, de cor azul ou verde que se situa na parte superior da palma. A mão de Fátima protege contra as enfermidades e atrai a boa sorte.

FIGA

A figa é um dos amuletos em forma de mão que mais se utilizou na Europa e na América do Sul e Central. No Brasil, por exemplo, recebe o nome de figa. Sua imagem é a de um punho fechado, e que o dedo polegar aparece entre os dedos índice e do coração. Uma de suas virtudes, como amuleto, é de afastar o “mau olhado”, mas também é utilizado contra a inveja e para proteção de algumas doenças como a raiva e a epilepsia. A figa costuma ser feita de forma artesanal, utilizando materiais semipreciosos, como as pedras.

ESCARAVELHO

O escaravelho teve no Antigo Egito um papel muito destacado como animal simbólico de proteção, já que representava a imortalidade da alma através dos céus de reencarnações. Como amuleto assegurava uma morte digna com um feliz transito, e seu poder como talismã se estendeu até Fenícia, Cartago, Etruria e Grécia, inclusive na arte paleo-cristã aparece como símbolo de ressurreição. Os egípcios tinham a crença de que a espécie de escaravelhos que formavam bolotas careciam de fêmeas, assim quando o macho queria engendrar, formava uma bola de esterco com suas patas traseiras durante o recorrido que sempre se dirigia do leste até o oeste, imitando o movimento do Sol.


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12 de jun. de 2011


Relaxar

Elisabeth Cavalcante


Vivemos pressionados por tantas solicitações do mundo exterior, que se torna cada dia mais difícil encontrar um espaço de paz e serenidade dentro de nós.
Cobramo-nos mais coragem, mais competência, mais ambição, mais empenho na superação de nossas dificuldades.

E todas estas metas que nos impomos, acabam se constituindo em mais um obstáculo ao alcance da felicidade que tanto buscamos. Precisamos de uma pausa, uma postura mais amorosa e compassiva para conosco, que nos permita substituir a luta, pelo relaxamento em nosso próprio ser.

Mas, este relaxamento só poderá existir, se estivermos plenamente conscientes de que já somos o que desejamos ser, e que o êxtase e a alegria pelos quais tanto ansiamos já se encontram dentro de nós.

Se ainda não os experimentamos, certamente é porque nossos olhos têm se voltado muito mais para fora do que para o nosso próprio centro.

Enquanto continuarmos focados apenas no que nos falta e nas dores e dificuldades que o estado de inconsciência nos impõe, a luz que nos guiará no alcance da harmonia interior, continuará oculta.

Ela precisa de um estado receptivo, relaxado e, acima de tudo, confiante, para que possa expressar-se em toda a sua plenitude.

...Não há qualidade ou energia que não possa ser convertida para o bem, para a bênção. E lembre-se, aquilo que pode tornar-se ruim, sempre pode tornar-se bom; aquilo que pode tornar-se prejudicial, sempre pode tornar-se útil. Útil e prejudicial, bom e ruim são direções. É uma questão simples de transformar mudando a direção e as coisas se tornarão diferentes.

A forma que você está se movendo agora é errada. Qual é a prova que algo está errado? A prova que algo está errado é que quanto mais você se move, mais você se torna vazio, quanto mais você se move, mais você se torna triste; quanto mais você se move, mais você se torna impaciente; quanto mais você se move, mais você é preenchido com escuridão. Se for esta a situação, então, certamente você está se movendo erradamente.

Bem-aventurança é o único critério para a vida. Se sua vida não é bem aventurada, então, saiba que você está se movendo erradamente. Sofrimento é o critério de estar errado, e bem-aventurança é o critério de estar certo - não há outro critério. Não há necessidade de perguntar a mais ninguém.

Você pode usar esse critério todo dia, na sua vida cotidiana. O critério é a bem-aventurança. É o mesmo critério de testar ouro esfregando-o em uma pedra: o ourives jogará fora o que quer que não seja puro e colocará o que é puro na sua loja.

Continue checando, cada dia, utilizando o critério da bem-aventurança; veja o que é certo e o que é errado. O que quer que esteja errado pode ser jogado fora, e o que quer que esteja certo começará a se acumular lentamente como um tesouro.
Osho, The Inner Journey





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                                        O Equilibrio da Árvore

 Graziella Marraccini 


De que árvore estou falando? Da Árvore da Vida, a árvore simbólica que é a base de estudo da Cabala. Mas eu poderia falar de qualquer árvore e, por essa razão, vou fazer um paralelo entre uma árvore vegetal e a Árvore da Vida e o nome árvore não é uma simples coincidência.

Ando observando as árvores de São Paulo, neste período em que tanto se ouve falar em árvore caídas, podas, falta de áreas verdes, etc. etc.
As árvores de São Paulo estão em sua grande maioria muito doentes. Vivemos numa cidade onde as áreas verdes são escassas e deficientes.

Recentemente, li num jornal que uma mosca branca está sugando a seiva dos belos e raros ficus centenários que enfeitam muitas ruas da capital e, em conseqüência, essas árvores estão morrendo aos poucos. Por que uma bela árvore ficaria doente a ponto de ser atacada por pequenas moscas brancas que aos milhares lhe sugam a seiva? O problema deve ser procurado principalmente no desequilíbrio causado pela condição insuficiente encontrada pela árvore para sua sobrevivência. Ou seja, o Meio Ambiente. Se a terra é pobre em nutrientes, se as podas mal feitas prejudicam suas raízes e sua copa frondosa, se o asfalto da calçada impede que ela receba a preciosa água, se a poluição recobre suas folhas de fuligem e a sufocam, a planta acaba enfraquecendo e quando não é a mosca branca, será o cupim ou outra praga que acabará com ela! Não há vida saudável no meio ambiente doente.

O problema, portanto, está no desequilíbrio orgânico ao qual a árvore é submetida. Como organismo vivo, ela precisa de equilíbrio entre todos os elementos biológicos para a sua sobrevivência.

O mesmo acontece com os seres humanos. Nestes dias, ouvimos falar da superbactéria do Eschirichia Coli, agora modificada. Ora, esta é uma bactéria que, como muitas outras centenas, vive dentro do nosso intestino, animais e humanos. Se nosso organismo está em equilíbrio no meio ambiente onde ela vive, a E.Coli não irá causar nenhuma doença e nem mesmo a morte do organismo. A E. Coli, porém, como qualquer outro organismo vivo, precisa sobreviver, pois esta é a lei: "Crescei e Multiplicai" ordenou Deus. E a E.Coli sobrevive no ambiente que é adequado a ela, e se multiplica. No entanto, quando a E.Coli migra para outro lugar do nosso organismo, ou seja, por exemplo (isso acontece muito especialmente com as mulheres) na uretra ou no estômago ou no pulmão, então, ela ataca o organismo e provoca uma doença. No entanto, ao longo dos séculos, os homens iniciaram uma luta contra as bactérias considerando-as causadoras de todos os males (juntamente com os vírus). Inventaram as penicilinas e mais, recentemente, os antibióticos para combater as bactérias e matá-las. E, então, elas começam a se modificar, exatamente para cumprir a sua missão de sobrevivência! Devemos convir que não há mais nada em nosso mundo atual que não seja contaminado pelos antibióticos! E, então, como sobreviveriam as bactérias? Como cumpririam a 'sua missão'? Antibióticos cada vez mais potentes, bactérias cada vez mais potentes: é a lei do mais forte, a lei da sobrevivência. Sem convívio, sem equilíbrio.

Bem, eu não estou aqui para fazer a apologia das terapias holísticas, alternativas, como a homeopatia, a antroposofia e outras similares, apesar de eu ser adepta deste tipo de terapia há muitos e muitos anos. Porém, quero neste artigo fazer um paralelo com a Árvore da Vida, como já disse desde o inicio.

Quando examino o mapa astrológico de uma pessoa com a ótica da astrologia cabalística, posiciono sobre a Árvore todos os planetas com seus aspectos astrológicos, ou seja, examino como as forças astrais interagem entre si, como a vida flui. E se alguns planetas do mapa entram em conflito com outros, causando interrupções energéticas ou até curtos-circuitos, a pessoa precisará desobstruir estes caminhos para recuperar o equilíbrio e, conseqüentemente, poder viver com saúde e bem estar e cumprir sua missão de vida.

Uma Árvore desequilibrada indicará uma possível doença e promoverá uma dificuldade de avançar em plenitude. E quando a vida não avança, ou avança aos solavancos, ou roda em círculos sem sair do lugar, então quer dizer que a nossa Árvore precisa de cura. As 'moscas brancas' irão atacar a árvore seja do ponto de vista orgânico, causando doenças de todo tipo; seja do ponto de vista emocional, causando depressões e ansiedades; seja do ponto de vista espiritual, causando a infelicidade.

Fica, então, uma pergunta: Como podemos recuperar o equilíbrio de nossa Árvore? Como encontrar a cura? Antes de mais nada, precisamos conhecer nossa árvore, examinar os desequilíbrios, saber quais são os caminhos obstruídos e depois começar o processo de cura. A cura poderá acontecer de várias maneiras, através de várias terapias, e eu não estou afirmando que aquela que eu aconselho em meu consultório seja a única terapia possível para recuperar o equilíbrio. Vários são os caminhos que nos levam até Deus. Jesus disse que chegaremos ao Pai através Dele, ou seja, através do Amor. No centro da Árvore, existe uma Esfera chamada Tipheret e que corresponde ao Sol que cada um possui em seu coração. Este centro representa nosso Eu Interior, nosso Plexo Solar de onde irradia a energia que alimenta nosso corpo.

Por essa razão, sempre aconselho meu cliente a 'fazer brilhar o seu Sol', ou seja, a ser o melhor possível aquela centelha de energia divina que cada um possui desde o inicio e que, nesta encarnação, é representada pelo seu signo solar. Será sempre este 'centro energético' que irá irradiar toda a força da qual a pessoa irá precisar e levará a seiva a todos os ramos da Árvore. A Árvore, então, irá crescer e viver durante muitos e muitos anos.

O intuito principal do estudo conjunto da Astrologia (mapa natal) do Tarô (ferramenta de cura) e da Cabala (reconhecimento de sua própria missão) serve exatamente como instrumento para a manutenção de nosso equilíbrio vegeto-animal e espiritual. O caminho de volta ao Pai é o caminho da evolução desde uma Consciência Individual para uma Consciência Coletiva. Somente se nos unirmos e nos sentirmos realmente TODOSUM poderemos nos reunir com Ele, o Pai.



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 Arquivos Akáshicos

Já sabemos que o tempo é uma ilusão. Estamos vivendo eternamente no "agora", mas este agora é, óbvio, uma ilusão, causada pelas limitações de nossa mente. Podemos acessar o passado através das nossas lembranças, e também podemos acessar (em raros momentos e de forma espontânea) um possível futuro, por meio de pré-cognições, dejá-vu, sincronicidades, etc. Quando entramos num estado de Samadhi, um êxtase místico, sentimos que não existe passado ou futuro, e nem mesmo uma separação entre você e os outros (uma planta, um animal ou outra pessoa). O que podemos concluir daí é que, no nosso planetinha de ilusões, não existe fim nem começo, pra quem vê de fora, atingindo um estado Búdico (O que não é motivo pra se revoltar, cruzar os braços e não fazer mais nada. O futuro é baseado em nossas tendências, nossa probabilidade de executarmos uma ação. Sejamos ação, então!).

Um exemplo dessa possível "visão Akáshica" poderia estar abaixo: uma garotinha passa por diversos tipos de emoções num período de 1 dia (ou 1 ano, não importa). Uma vez que alguém possa acessar os arquivos Akáshicos vai rever todas as mudanças linearmente, mas podendo acessar de um ponto qualquer, como num DVD. Um Buda (iluminado) poderia (em tese) ter uma visão completa (vendo tudo ao mesmo tempo), afinal ele não está limitado pela mente (que cria a ilusão de linearidade), e de quebra ainda poderia acessar as possibilidades futuras pra aquela pessoa.

Poderíamos também enveredar pela teoria dos universos paralelos, em que cada ponto da imagem pode ter dado origem a outras sensações, outros sentimentos, que não o linear, e essa é uma possibilidade científica! Teríamos então uma outra garotinha num universo paralelo que NÃO chorou, e ainda outra, em outro universo, que permaneceu de nariz empinado por mais um tempo. Quem sabe? Eu não sei, mas a possibilidade existe...

Do "lado de lá" é possível acessar os registros Akáshicos, mas, se formos ver pelos livros espíritas, parece ser uma coisa da minoria (seres com maior poder de concentração). Os que não dominam a "arte" podem ter acesso a alguns esses registros nas bibliotecas, como a jovem Patrícia, do livro Violetas na Janela, que descreve uma sala de vídeo para pesquisas:
"É um galpão enorme repartido em salas, conforme o assunto a ser ventilado. São lugares confortáveis e agradáveis. Há em cada uma das salas vários e eficientes computadores que podem ser ligados por controle remoto. Na frente de cada aparelho há dez poltronas muito bonitas e confortáveis. Comparando, podemos dizer que estas salas são uma mistura de cinema-televisão-computadores aperfeiçoados. Mas o que mais gostei foi usar este processo para ver, conhecer as obras de Allan Kardec. Vemos imagens dele e de sua equipe encarnada e desencarnada trabalhando em cada obra. Allan Kardec estudando, pesquisando, sendo orientado pelos benfeitores que o ajudaram. Ver São Luiz, Santo Agostinho e tantos outros me fascinou".

Ela não "entrou" no tempo pra ver essas cenas. Alguém as reproduziu através do pensamento, e de alguma forma (holografia?) armazenou isso no "computador". Aliás, toda a tecnologia do lado de lá (inclusive roupas) é plasmada pelo pensamento, porque a matéria é tão maleável que é facilmente modificada (se tem gente que entorta colher aqui, com essa matéria densa, imagine lá...).

‘Oráculo’ por duas vezes disse que em breve vai ser criado aqui um tipo de aparelho, que vai deixar o computador tão obsoleto quanto a TV ficou com a chegada do computador (eu desconfio que seja esse "computador" do livro!). Explicou que o que temos aqui são cópias grosseiras da tecnologia do plano espiritual, e que os cientistas do "lado de lá" encarnam aqui com a idéia (inconsciente, claro) de reproduzir a tecnologia de lá aqui na Terra, e fazem o possível com o que dispõem de recursos. A tecnologia aqui está chegando num ponto em que isso será finalmente possível, e essa nova máquina será operadas pelo pensamento. Quase 1 mês depois dela falar isso, saiu na Net a notícia da primeira tela de PC holográfica, em que a pessoa podia manipular os objetos no ar. E também a notícia dos implantes nos macacos, que conseguiam assim controlar pelo pensamento um braço biônico (uma mistura dessas duas tecnologias poderia proporcionar essa máquina, num futuro próximo).

Mas, voltando aos Arquivos Akáshicos, sempre que eu aprendo essas teorias "malucas", eu tento ver pelo lado prático: por que o pessoal do "lado de lá" não dá uma mãozinha à justiça, pra tornar o nosso mundo um lugar mais decente? Seria fácil para os espíritos evoluídos ver nos Arquivos Akáshicos e, através de um médium, dedurar criminosos, estupradores, etc., não é mesmo? (É a mesma coisa dos alienígenas: Se eles existem, por que raios não pousam logo na Casa Branca, ou fazem uma visitinha à Torre Eiffel e dão uma entrevista à CNN?)
Mas eles não o fazem, pois seria interferir no experimento a que somos submetidos, que nem ratos. Seria assim violar as regras da "prisão". As coisas ruins que acontecem não são planejadas diabolicamente por eles (nem as boas), e sim acontecem por "alquimia", influenciadas pelo nosso livre arbítrio. Peças num tabuleiro de xadrez, que se cruzam uma vez e, dependendo de como elas se moverem, podem acabar matematicamente predestinadas a se encontrar de novo. Causa e efeito, norteando a evolução, como explica Mikhaël Aïvanhov:

"Para os seres humanos, a existência é apenas uma série de necessidades que eles são impelidos a satisfazer... Necessidade de comer, de beber, de dormir, de se abrigar, de trabalhar, de passear, de ler, de escutar música, de encontrar pessoas, de amar, de refletir, de admirar... não acabam mais! A Inteligência cósmica decidiu assim para que a humanidade se desenvolva em todas as direções e em todos os planos.
Assim que nasce uma nova necessidade, ao mesmo tempo surge um novo problema para o qual é preciso encontrar uma nova solução. Toda a nossa vida, portanto, é uma série de exercícios e de experiências que devemos fazer para encontrar as melhores soluções com o objetivo de percorrer o caminho da evolução".

 Acid uma pessoa legal e escreve o Blog (Saindo da Matrix)





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As Profecias de Chico Xavier

O jornal Folha Espírita de maio de 2011 traz uma revelação feita em 1986, pelo médium Francisco Cândido Xavier sobre o futuro reservado ao planeta Terra e a todos os seus habitantes nos próximos anos. A revelação foi feita a Geraldo Lemos Neto, fundador da Casa de Chico Xavier, de Pedro Leopoldo (MG) e da Vinha de Luz Editora, mas somente agora ele resolveu falar.

O "engraçado" é que eu no começo da leitura não botei muita fé nessa "profecia", mas, enquanto lia, fui ficando muito sério. Isso porque as partes que marquei em negrito batem EXATAMENTE com o que Oráculo havia nos falado nas últimas décadas. Muito do que ela falou, eu compartilhei em posts e comentários no blog antigo (os comentários se perderam para sempre, mas algumas pessoas ainda lembram de eu falar sobre a Inclusive uma imagem do que ela falou ficou na minha cabeça, de que chegaria hora em que seria preciso abater navios de refugiados nas costas brasileiras pra evitar um colapso. Isso bate com o que o texto indica, de que haveria uma `ONU´ controlando a ocupação do Brasil, e não duvido que o braço militar dela tome medidas extremas pra preservar uma ocupação `ordeira´vinda de refugiados vindo para o Brasil, não é mesmo?). Os posts ainda estão por aí, ou ainda serão publicados (um deles, de 2004, foi publicado
agora, que fala de futuros equipamentos pra se comunicar com o mundo dos mortos). E muito do que ela dizia já era pra ter acontecido, por volta do fim do milênio e começo da década, mas não aconteceu por motivos que nem ele sabia.

Este é um resumo dos pontos interessantes do texto. A íntegra pode ser lida no
exemplar nº 439, ano XXXV, de maio de 2011 do jornal Folha Espírita:

"Há muito tempo carrego este fardo comigo e sempre me preocupei no sentido de que Chico Xavier não me falaria tudo o que relato nesta edição da Folha Espírita à toa, senão com uma finalidade específica. Na ocasião da conversa que descrevo nas páginas seguintes, senti que minha mente estava recebendo um tratamento mnemônico diferente, para que não viesse a esquecer aquelas palavras proféticas, e que, em momento oportuno do futuro, eu seria chamado a testemunhá-las.

Tive a felicidade de conviver na intimidade com Chico Xavier, dialogando com ele vezes sem conta, madrugada adentro, sobre variados assuntos de nossos interesses comuns, notadamente sobre esclarecimentos palpitantes acerca da Doutrina dos Espíritos e do Evangelho de Jesus. Um desses temas foi em relação ao Apocalipse, do Novo Testamento. Desde então, em nossos colóquios, Chico Xavier tinha sempre uma ou outra palavra esclarecedora sobre o assunto, pontuando esse ou aquele versículo e fazendo-me compreender, aos poucos, o momento de transição pelo qual passa o nosso orbe planetário, a caminho da regeneração".

Numa dessas conversas, lembrando o livro Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, escrito pelo espírito Humberto de Campos, Lemos Neto externou ao Chico sua dúvida quanto ao título do livro, uma vez que ainda naquela ocasião, em meados da década de 80, o Brasil vivia às voltas com a hiperinflação, a miséria, a fome, as grandes disparidades sociais, o descontrole político e econômico, sem falar nos escândalos de corrupção e no atraso cultural.

"Lembro-me, como hoje, a expressão surpresa do Chico me respondendo: "Ora, Geraldinho, você está querendo privilégios para a Pátria do Evangelho, quando o fundador do Evangelho, que é Nosso Senhor Jesus Cristo, viveu na pobreza, cercado de doentes e necessitados de toda ordem, experimentou toda a sorte de vicissitudes e perseguições para ser supliciado quase abandonado pelos seus amigos mais próximos e morrer crucificado entre dois ladrões? Não nos esqueçamos de que o fundador do Evangelho atravessou toda sorte de provações, padeceu o martírio da cruz, mas depois ele largou a cruz e ressuscitou para a Vida Imortal! Isso deve servir de roteiro para a Pátria do Evangelho. Um dia haveremos de ressuscitar das cinzas de nosso próprio sacrifício para demonstrar ao mundo inteiro a imortalidade gloriosa!"

Na seqüência da nossa conversa, perguntei ao Chico o que ele queria exatamente dizer a respeito do sacrifício do Brasil. Estaria ele a prever o futuro de nossa nação e do mundo? Chico pensou um pouco, como se estivesse vislumbrando cenas distantes e, depois de algum tempo, retornou para dizer-nos: "Você se lembra, Geraldinho, do livro de Emmanuel A Caminho da Luz? Nas páginas finais da narrativa, no cap. XXIV, cujo título é O Espiritismo e as Grandes Transições, nele Emmanuel afirmara que os espíritos abnegados e esclarecidos falavam de uma nova reunião da comunidade das potências angélicas do Sistema Solar, da qual é Jesus um dos membros divinos, e que a sociedade celeste se reuniria pela terceira vez na atmosfera terrestre, desde que o Cristo recebeu a sagrada missão de redimir a nossa humanidade, para, enfim, decidir novamente sobre os destinos do nosso mundo".

Pois então, Emmanuel escreveu isso nos idos de 1938 e estou informado que essa reunião de fato já ocorreu. Ela se deu quando o homem finalmente ingressou na comunidade planetária, deixando o solo do mundo terrestre para pisar pela primeira vez o solo lunar. O homem, por seu próprio esforço, conquistou o direito e a possibilidade de viajar até a Lua, fato que se materializou em 20 de julho de 1969.
Naquela ocasião, o Governador Espiritual da Terra, que é Nosso Senhor Jesus Cristo, ouvindo o apelo de outros seres angelicais de nosso Sistema Solar, convocara uma reunião destinada a deliberar sobre o futuro de nosso planeta. O que posso lhe dizer, Geraldinho, é que depois de muitos diálogos e debates entre eles foram dadas diversas sugestões e, ao final do celeste conclave, a bondade de Jesus decidiu conceder uma última chance à comunidade terráquea, uma última moratória para a atual civilização no planeta Terra. Todas as injunções cármicas previstas para acontecerem ao final do século XX foram então suspensas, pela Misericórdia dos Céus, para que o nosso mundo tivesse uma última chance de progresso moral.

O curioso é que nós vamos reconhecer nos Evangelhos e no Apocalipse exatamente este período atual, em que estamos vivendo, como a undécima hora ou a hora derradeira, ou mesmo a chamada última hora.

Perguntei-lhe sobre qual fora então as deliberações de Jesus, e ele me respondeu: "Nosso Senhor deliberou conceder uma moratória de 50 anos à sociedade terrena, a iniciar-se em 20 de julho de 1969, e, portanto, a findar-se em julho de 2019. Ordenou Jesus, então, que seus emissários celestes se empenhassem mais diretamente na manutenção da paz entre os povos e as nações terrestres, com a finalidade de colaborar para que nós ingressássemos mais rapidamente na comunidade planetária do Sistema Solar, como um mundo mais regenerado, ao final desse período. Algumas potências angélicas de outros orbes de nosso Sistema Solar recearam a dilação do prazo extra, e foi então que Jesus, em sua sabedoria, resolveu estabelecer uma condição para os homens e as nações da vanguarda terrestre. Segundo a imposição do Cristo, as nações mais desenvolvidas e responsáveis da Terra deveriam aprender a se suportarem umas às outras, respeitando as diferenças entre si, abstendo-se de se lançarem a uma guerra de extermínio nuclear. A face da Terra deveria evitar a todo custo a chamada III Guerra Mundial. Segundo a deliberação do Cristo, se e somente se as nações terrenas, durante este período de 50 anos, aprendessem a arte do bom convívio e da fraternidade, evitando uma guerra de destruição nuclear, o mundo terrestre estaria enfim admitido na comunidade planetária do Sistema Solar como um mundo em regeneração. Nenhum de nós pode prever, Geraldinho, os avanços que se darão a partir dessa data de julho de 2019, se apenas soubermos defender a paz entre nossas nações mais desenvolvidas e cultas!"

Perguntei, então, ao Chico a que avanços ele se referia e ele me respondeu: "Nós alcançaremos a solução para todos os problemas de ordem social, como a solução para a pobreza e a fome, que estarão extintas; teremos a descoberta da cura de todas as doenças do corpo físico pela manipulação genética nos avanços da Medicina; o homem terrestre terá amplo e total acesso à informação e à cultura, que se fará mais generalizada; também os nossos irmãos de outros planetas mais evoluídos terão a permissão expressa de Jesus para se nos apresentarem abertamente, colaborando conosco e oferecendo-nos tecnologias novas, até então inimagináveis ao nosso atual estágio de desenvolvimento científico; haveremos de fabricar aparelhos que nos facilitarão o contato com as esferas desencarnadas, possibilitando a nossa saudosa conversa com os entes queridos que já partiram para o além-túmulo; enfim estaríamos diante de um mundo novo, uma nova Terra, uma gloriosa fase de espiritualização e beleza para os destinos de nosso planeta."

Foi então que, fazendo as vezes de advogado do diabo, perguntei a ele: Chico, até agora você tem me falado apenas da melhor hipótese, que é esta em que a humanidade terrestre permaneceria em paz até o fim daquele período de 50 anos. Mas, e se acontecer o caso das nações terrestres se lançarem a uma guerra nuclear? "Ah! Geraldinho, caso a humanidade encarnada decida seguir o infeliz caminho da III Guerra mundial, uma guerra nuclear de conseqüências imprevisíveis e desastrosas, aí então a própria mãe Terra, sob os auspícios da Vida Maior, reagirá com violência imprevista pelos nossos homens de ciência. O homem começaria a III Guerra, mas quem iria terminá-la seriam as forças telúricas da natureza, da própria Terra cansada dos desmandos humanos, e seríamos defrontados então com terremotos gigantescos; maremotos e ondas (tsunamis) conseqüentes; veríamos a explosão de vulcões há muito extintos; enfrentaríamos degelos arrasadores que avassalariam os pólos do globo com trágicos resultados para as zonas costeiras, devido à elevação dos mares; e, neste caso, as cinzas vulcânicas associadas às irradiações nucleares nefastas acabariam por tornar totalmente inabitável todo o Hemisfério Norte de nosso globo terrestre."
Mas, o que aconteceria especificamente com o Brasil?

Segundo o médium, "em todas as duas situações, o Brasil cumprirá o seu papel no grande processo de espiritualização planetária. Na melhor das hipóteses, nossa nação crescerá em importância sociocultural, política e econômica perante a comunidade das nações. Não só seremos o celeiro alimentício e de matérias-primas para o mundo, como também a grande fonte energética, com o descobrimento de enormes reservas petrolíferas que farão da Petrobrás uma das maiores empresas do mundo. O Brasil crescerá a passos largos e ocupará importante papel no cenário global, isso terá como conseqüência a elevação da cultura brasileira ao cenário internacional e, a reboque, os livros do Espiritismo Cristão, que aqui tiveram solo fértil no seu desenvolvimento, atingirão o interesse das outras nações também. Agora, caso ocorra a pior hipótese, com o Hemisfério Norte do planeta tornando-se inabitável, grandes fluxos migratórios se formariam então para o Hemisfério Sul, onde se situa o Brasil que, então, seria chamado mais diretamente a desempenhar o seu papel de Pátria do Evangelho, exemplificando o amor e a renúncia, o perdão e a compreensão espiritual perante os povos migrantes.

A Nova Era da Terra, neste caso, demoraria mais tempo para chegar com todo seu esplendor de conquistas científicas e morais, porque seria necessário mais um longo período de reconstrução de nossas nações e sociedades, forçadas a se reorganizarem em seus fundamentos mais básicos."

Segundo Chico me revelou, o que restasse da ONU acabaria por decidir a invasão das nações do Hemisfério Sul, incluindo-se aí obviamente o Brasil e o restante da América do Sul, a Austrália e o sul da África, a fim de que nossas nações fossem ocupadas militarmente e divididas entre os sobreviventes do holocausto no Hemisfério Norte. Aí é que nós, brasileiros, iríamos ser chamados a exemplificar a verdadeira fraternidade cristã, entendendo que nossos irmãos do Norte, embora invasores a "mano militare", não deixariam de estar sobrecarregados e aflitos com as conseqüências nefastas da guerra e das hecatombes telúricas, e, portanto, ainda assim, devendo ser considerados nossos irmãos do caminho, necessitados de apoio e arrimo, compreensão e amor.

Neste ponto da conversa, Chico fez uma pausa na narrativa e completou: "Nosso Brasil como o conhecemos hoje será então desfigurado e dividido em quatro nações distintas. Somente uma quarta parte de nosso território permanecerá conosco e aos brasileiros restarão apenas os Estados do Sudeste, somados a Goiás e ao Distrito Federal. Os norte-americanos, canadenses e mexicanos ocuparão os Estados da Região Norte do País, em sintonia com a Colômbia e a Venezuela. Os europeus virão ocupar os Estados da Região Sul do Brasil unindo-os ao Uruguai, à Argentina e ao Chile. Os asiáticos, notadamente chineses, japoneses e coreanos, virão ocupar o nosso Centro-Oeste, em conexão com o Paraguai, a Bolívia e o Peru. E, por fim, os Estados do Nordeste brasileiro serão ocupados pelos russos e povos eslavos. Nós não podemos nos esquecer de que todo esse intrincado processo tem a sua ascendência espiritual e somos forçados a reconhecer que temos muito que aprender com os povos invasores. Vejamos, por exemplo: os norte-americanos podem nos ensinar o respeito às leis, o amor ao direito, à ciência e ao trabalho. Os europeus, de uma forma geral, poderão nos trazer o amor à filosofia, à música erudita, à educação, à história e à cultura. Os asiáticos poderão incorporar à nossa gente suas mais altas noções de respeito ao dever, à disciplina, à honra, aos anciãos e às tradições milenares. E, então, por fim, nós brasileiros, ofertaremos a eles, nossos irmãos na carne, os mais altos valores de espiritualidade que, mercê de Deus, entesouramos no coração fraterno e amigo de nossa gente simples e humilde, essa gente boa que reencarnou na grande nação brasileira para dar cumprimento aos desígnios de Deus e demonstrar a todos os povos do planeta a fé na Vida Superior, testemunhando a continuidade da vida além-túmulo e o exercício sereno e nobre da mediunidade com Jesus."

Segundo Chico Xavier, o Brasil não terá privilégios e sofrerá também os efeitos de terremotos e tsunamis, notadamente nas zonas costeiras. Acontece que, de acordo com o médium, o impacto por aqui será bem menor se comparado com o que sobrevirá no Hemisfério Norte do planeta.

Outra decisão dos benfeitores espirituais da Vida Maior foi a que determinou que, após o alvorecer do ano 2000 da Era Cristã, os espíritos empedernidos no mal e na ignorância não mais receberiam a permissão para reencarnar na face da Terra. Reencarnar aqui, a partir dessa data, equivaleria a um valioso prêmio justo, destinado apenas aos espíritos mais fortes e preparados, que souberam amealhar, no transcurso de múltiplas reencarnações, conquistas espirituais relevantes como a mansidão, a brandura, o amor à paz e à concórdia fraternal entre povos e nações. Insere-se dentro dessa programação de ordem superior a própria reencarnação do mentor espiritual de Chico Xavier, o espírito Emmanuel, que, de fato, veio a renascer, segundo Chico informou a variados amigos mais próximos, exatamente no ano 2000. Todos os demais espíritos, recalcitrantes no mal, seriam então, a partir de 2000, encaminhados forçosamente à reencarnação em mundos mais atrasados, de expiações e de provas aspérrimas, ou mesmo em mundos primitivos, vivenciando ainda o estágio do homem das cavernas, para poderem purgar os seus desmandos e a sua insubmissão aos desígnios superiores. Chico Xavier tinha conhecimento desses mundos para onde os espíritos renitentes estariam sendo degredados. Segundo ele, o maior desses planetas se chamaria Kírom ou Quírom.

O próprio Emmanuel, através de Chico Xavier, respondendo a uma entrevista já publicada em livro nos diz que as profecias são reveladas aos homens para não serem cumpridas. São, na realidade, um grande aviso espiritual para que nos melhoremos e afastemos de nós a hipótese do pior caminho.

Acid uma pessoa legal e escreve o Blog (Saindo da Matrix)






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