1 de mar. de 2012

O FATO DE VOCÊ NÃO DECIDIR, JÁ É UMA DECISÃO !


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O fato de você não decidir, já é uma decisão!

por Nelson Sganzerla - nelsonsganzerla@terra.com.br

O muro foi feito para os gatos andarem em cima dele.

É, meu amigo, essa é a realidade.
Se você pensa que se abster de uma opinião é simplesmente ficar na sua: ledo engano.
De uma maneira ou de outra você decidiu. Nada nesse mundo existe sem que aja uma ação, por mais que você tente não opinar, o fato de não fazê-lo já é uma opinião e, portanto, uma decisão.

Quando afirmo isso, lembro-me do nosso congresso, quando em dia de votação, alguns políticos se abstém ao voto, simplesmente estão tomando um partido, seja para A ou para B; não dá para fugir disso. Mas é óbvio e claro que o político sabe disso; isso se aplica a todos nós, que somos reles mortais.

Na vida, de uma maneira ou de outra, tomamos partido, apenas às vezes não sabemos.
Nada existe nesse mundo que não carregue a nossa decisão, seja para o sim, ou para o não. Portanto, procure não se enganar, achando que de certa maneira você estará se abstendo de qualquer posição nessa vida. Tudo que ocorre no seu dia-a-dia tem a sua participação, alguma posição você irá tomar a favor ou contra alguém.

A vida sempre nos coloca em situações que são adversas à nossa vontade, forçando-nos a tomar posições a favor de uns ou de outros. Sempre estaremos em uma saia justa e, muitas vezes, difícil de decidir o lado para o qual iremos dar o nosso apoio.

Certamente, você já passou por situações difíceis quando teve que decidir entre um amigo e outro. Ou optar por um novo amor em detrimento de um velho amor.
Sei bem como é uma situação assim, mas lhe digo, não tem jeito, ou você assume uma postura que seja efetiva, ou o seu próprio silêncio irá demonstrar o lado que você assumiu nessa história.

Infelizmente, somos humanos e passíveis do nosso ego, nosso temperamento, nossa personalidade às vezes moldada em convívio com o nosso meio. Então, nos tornamos prepotentes, arrogantes, orgulhosos, fúteis e por que não dizer, até displicentes ou indolentes em nossas atitudes. Por mais que a vida nos coloque diante da realidade, sempre existe em nós uma rota de fuga, onde nossa mente insiste em nos levar, talvez por estarmos em uma zona de conforto, ou pelo medo de mudar e passar a caminhar por estradas tortuosas que jamais imaginaríamos caminhar.

Somos assim: inseguros, medrosos, acomodados, mas via de regra, imaginamos saber tudo no que diz respeito à vida dos outros, nossas atitudes, na maioria das vezes impensadas, determinam o que os outros devem e podem fazer. Em tudo somos experts quando tratamos de experiências alheias; julgamos, condenamos, rotulamos, mas em se tratando da nossa vida, somos iguais a um cachorrinho tentando atravessar uma avenida de muito movimento.

Quando se trata de optarmos pelo que a vida está nos oferecendo, fechamos os olhos e procuramos não enxergar um palmo diante do nosso nariz, preferimos nos abstermos diante das decisões mais importantes, que dizem respeito somente a nós e a mais ninguém. Pois eu lhe digo! Caso você não decida mudar, caso você insista em permanecer como mariscos grudados à rocha na costa da praia, nada irá lhe acontecer para melhorar esse seu estado de latência.

Acredite, enquanto você como a um marisco permanecer agarrado à rocha, você se habituará à variação dos mares e nada mais irá sentir além da água batendo em seu corpo, repetidas vezes. Estará tão habituado com esse movimento, que tanto faz...

E esse fato sempre o deixará em uma zona de conforto, mas não permitirá outras aspirações além disso, você nunca saberá que a sua vida é maior que essa rocha que o aprisiona.

Você pode ter como exemplo disso que lhe falo aquelas pessoas que nascem, crescem e morrem naquele mesmo lugar, de onde jamais saíram, por não terem tido a coragem de decidir tentar um outro tipo de vida, sem o mínimo de aspiração à felicidade, pessoas acomodadas com a própria situação, criadas por elas mesmo, óbvio que inconscientemente, totalmente apáticas e entregues ao que se costuma dizer: ao Deus dará. E quando questionadas do motivo de sempre lá viverem e não possuírem nenhum tipo de sonho, dirão: Deus quis assim!

Acreditem, nesse nosso plano terrestre, tudo é energia, tudo é ação e reação.
Deus nada tem a ver com isso, não procure atribuir a Deus o fato de você ser infeliz. Deus jamais irá querer ver você sofrendo por amor, por falta de recursos para ter uma vida confortável, falta de um trabalho digno, uma família desestruturada, isso nada tem a ver com Deus, isso tem a ver com você, com as decisões que você toma ou não na sua vida.

Procure refletir a respeito disso que lhe falo, analise sua situação atual, veja o que pode tomar como decisão para torná-la melhor, sempre há uma atitude a se tomar a favor da felicidade e aí, sim, Deus que é Pai irá lhe conceder o que de melhor você precisa, para uma vida harmoniosa. Mas procure se lembrar sempre. O fato de você não decidir, já é uma decisão, para a sua infelicidade ou felicidade, dependerá só e exclusivamente de você.

Pense nisso...



por Nelson Sganzerla - nelsonsganzerla@terra.com.br
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3 de ago. de 2011


Cadê os diferentes?


Parafraseando Drummond: "Se meu nome fosse Raimundo, eu seria apenas uma rima".

Chega de pessoas iguais, chega dos clichês, dos hits de novela; não dá mais para agüentar tanta mesmice, tanta futilidade. Mulheres fruta com bundas e peitos siliconizados.
Chega de pieguices, chega de falsos conceitos morais do cinema americano.
Chega de “Realitys”, de celebridades de quinta categoria, de humoristas sem talento algum de programas bizarros a expor a pobreza em bairros humildes, chega de fazenda e de roça do artista, de auditorios falsos, de briga por audiencia.
Chega!
Não dá mais para agüentar propagandas enganosas, com mulheres magras bonitas de cabelos lisos e sedosos. Não dá mais para agüentar tanto merchandising de remédio para diarréia, para prisão de ventre, remédio que faz perder a barriga, cinta-elástica, esteiras portáteis.
Chega!
Das histórias bizarras, do irmão que casou com a irmã, da prima que teve um caso com o primo. E como o povo gosta de ver a desgraça alheia.
Chega!
Quero ver pessoas diferentes, pessoas que não lotem um espaço cultural só porque é moda, pessoas que me olhem no olho e me falem "Bom Dia"! Pessoas que falem obrigado, que peçam desculpas, pessoas que sorriem. Pessoas que respirem calor humano, que cuidem de plantas, que gostem de animais ; pessoas que andem nas ruas, que gostem de ler, e apreciem um jardim.
Chega!
De mesmice, chega de música que não alimente a alma, de revistas de fofoca, de castelos e de ilhas paradisíacas de bares cheios e pessoas vazias.
Chega!
Quero as pessoas educadas, que não buzinem na porta do meu predio, que não façam fila dupla em frente às escolas, que ensinem seus filhos a cumprimentar e respeitar os mais velhos, a rezar antes de dormir, a brincar no quintal, a sentar à mesa nas refeições.
Chega!
Da arrogância dos novos ricos, de futilidades, de flores de plástico, de bocas de botox e de mentes vazias. Não dá pra suportar, bundas iguais, caras iguais, cabelos iguais e pessoas também iguais.

Nelson Sganzerla

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3 de jul. de 2011

Solidão

Elisabeth Cavalcante


Um dos maiores desafios da vida é aprender a viver só. Isto não significa que tenhamos de abandonar o mundo e nossos relacionamentos para experimentar a solidão. Viver só consiste na capacidade de se manter focado em sua própria interioridade, ainda que esteja cercado por uma multidão.
Qual o propósito disto?

Quando buscamos incessantemente por companhia, perdermos a oportunidade de observar nossas emoções e perceber o quanto elas se encontram contaminadas pelo mundo exterior.

Para encontrar nossa verdadeira essência, precisamos aprender a nos desprender de todos os papéis que exercemos, ainda que por alguns minutos, e permitir que nossos insights se manifestem sem qualquer obstáculo. Quanto mais adentrarmos na dimensão do silêncio, mais rapidamente aprenderemos a perceber nossas reais necessidades.

Vivemos em um mundo em que as solicitações e o bombardeio de informações são tão intensos, que nos sufocam e tiram de nós qualquer possibilidade de parar, respirar e refletir sobre o que quer que seja.

Se não mantivermos uma firme decisão de fortalecer nossa consciência, corremos o risco de ser arrastados por este turbilhão. Os consultórios de terapeutas e psiquiatras refletem de modo cristalino esta realidade.

Precisamos de um espaço para que a dimensão divina de nosso ser possa se expressar. Este processo independe de qualquer opção ou prática religiosa. Ele consiste simplesmente no reconhecimento do nosso ser natural, e no abandono de todas as máscaras que fomos colecionando ao longo da vida.
Embora elas sejam úteis para que possamos sobreviver na sociedade, acreditar que constituem nossa única realidade é o primeiro passo para que a infelicidade se torne permanente em nós.

..Da mesma maneira que tudo é claramente refletido através de um lago totalmente calmo, sem ondas, também é verdade que o divino será refletido em você quando você se tornar calmo e quieto como o lago.
...eu gostaria que vocês compreendessem alguns sutras, alguns pontos chaves.

O primeiro sutra é: viva no presente...Nem o passado nem o futuro existem. Um é apenas a memória, o outro é apenas imaginação. Somente o presente é o momento vivo e verdadeiro. E se é para se conhecer a verdade, ela só pode ser conhecida se estivermos no presente.

O segundo sutra é: viva naturalmente. Todo o comportamento do homem é artificial e formal. Nós sempre nos mantemos encobertos por um falso manto e por causa dessa coberta nós gradualmente esquecemos nossa própria realidade. Você tem que deixar cair essa pele falsa e jogá-la fora.. Deixe que aquilo que é original e natural em você venha à tona e viva nisso.

O terceiro sutra é: viva só. A vida de meditação nasce em completa solidão, quando a pessoa está totalmente só. Mas geralmente o homem nunca está só. Ele está sempre cercado pelos outros. E quando ele não está no meio da multidão externa, ele está em uma multidão interna. Essa multidão tem que ser dispersada. Não permita que a multidão se reúna dentro de você.

Alguma vez vocês já tentaram imaginar o que vocês são, fora de todos os seus relacionamentos? Alguma vez vocês já se livraram das vestimentas desses relacionamentos e viram a si mesmos sem elas?
Distanciem vocês mesmos de todos esses relacionamentos e... o que sobra é o seu verdadeiro ser. Aquela entidade remanescente é o que você é em si mesmo"...

OSHO.
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1 de jul. de 2011

 
Luz

 Saul Brandalise Jr. 


Todos nós buscamos encontrar equilíbrio, lucidez, preparo, e mais saber ouvir, saber falar e saber esperar para que nossa caminhada neste planeta faça sentido.
A LUZ é isso. Uma somatória de adjetivos altamente qualificativos em que todos agreguem e potencializem em uma única direção nossa iluminação interior.
A caminhada é fácil? Claro e óbvio que não. É tão difícil e complicada que pensar em desistir faz parte do processo. Ao iniciarmos o processo de busca interior não nos damos conta de que a trajetória é árdua, complicada e cheia de percalços.
Principalmente porque buscamos o novo de maneira eufórica, sem nos darmos conta de que existem vícios e hábitos altamente enraizados em nossas vidas, e a esses temos que analisar, definindo os que ficam e eliminando os que não nos servem mais.
Aqui mora o principal problema de nossa busca. É a mesma sensação que o fumante sofre quando decide deixar de fumar. Ele pensa que só tem vício... Errado. Ele tem o vício e o hábito de fumar. Acender um cigarro depois do café não é sinal de vicio. É um hábito.

Nossos hábitos e vícios estão diretamente relacionados com os nossos valores e com a nossa família, o meio em que vivemos e a eventual religião que ainda seguimos.
Julgar as pessoas e falar mal delas é um hábito que pegamos a partir do meio em que vivemos. Continuar com isso se torna um vício sem que percebamos. Ora, isso cria karma. Quem somos nós para julgarmos aquele que também está em processo de aprender, de evoluir e crescer?
Buscar LUZ não significa apenas saber, ler livros, ir atrás de conhecimento e achar que isso é suficiente. O equilíbrio só vem do conhecimento aplicado. E é com esta forma de encarar a vida que conseguimos avaliar o quanto efetivamente sabemos. Sem equilíbrio não existe LUZ

Conheço pessoas que lêem dois livros por semana, mas continuam as mesmas.
Conheço pessoas que pouco lêem, no entanto, muito aplicam do que sabem e mudam seu comportamento a olhos vistos. Sem aplicar o que conhecemos não existe sabedoria. Sem sabedoria não há como se ter LUZ.
E, à medida que evoluímos, a cobrança vai ficando mais séria e difícil. É muito mais fácil ficar sem noção alguma e achar que tudo na vida é coincidência e obra do acaso. Para isso basta seguir os outros.
Mais fácil, ainda, é ser vítima. Para isso basta tomar um comprimido antidepressivo; dopar-se e comprometer o sexto chakra.
Lutar, buscar entender a vida, é muito complicado e se torna cada vez mais indispensável.
Entretanto, quando atingimos determinados patamares de conhecimento e LUZ, a vida fica muito mais fácil de ser desfrutada.
É óbvio que as pessoas à nossa volta estranham. Eles querem que sejamos como éramos. Pouco lhes importa se estamos mais felizes ou não.
Não é por um acaso que o momento atual se chama: PRESENTE... para que nós o desfrutemos e nos envolvamos a fundo com nossas verdades e percalços. Só assim alcançaremos LUZ.
Muitos livros funcionam como verdadeiras lanternas... mas desta forma nos esquecemos de que a LUZ é interior.

Sei que nos veremos, diferentes, em verdade.
Beijo na Alma




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28 de jun. de 2011

Quando o discípulo está pronto, o mestre aparece!
Rosemeire Zago 


Esse antigo ditado chinês descreve uma idéia básica oriental, a conexão entre a psique humana e as ocorrências exteriores, o mundo interior e exterior. Alguma vez você pensou muito como resolver determinada situação, sem saber como deveria agir? E de repente teve uma intuição que deveria mudar o rumo das coisas ou o caminho a seguir, podendo ser logo depois de abrir a página de um livro que leu sem querer, ao ouvir uma conversa na fila ou após um sonho? Pensou em alguém que gostaria de falar ou encontrar e logo em seguida se encontrou ou recebeu um telefonema da pessoa que pensou? Essas situações podem se tornar comum em alguma época na vida de algumas pessoas, o que nos confirma que nada acontece por acaso.

Apesar de nós, ocidentais, termos muita dificuldade em entender esses eventos, muitas vezes acreditando que tudo aquilo que não pode ser percebido pelos cinco sentidos ou explicados pela razão, seja considerado de menor valor, na verdade a sincronicidade nos proporciona um vislumbre interior e que há de fato um elo entre nós e o Universo. Mas como os eventos significativos são manifestos em linguagem simbólica, podem dificultar seu entendimento e assim se tornam muitas vezes ignorados e desprezados. Mas talvez seja possível entender um pouco mais sobre as coincidências significativas tendo uma compreensão da teoria de Jung. A primeira vez que Jung utilizou o termo sincronicidade publicamente foi em 1930, mas a primeira publicação só ocorreu em 1952, quando ele tinha 75 anos. Como podemos perceber esses fatos já são estudados há algum tempo.

Muitos acontecimentos aparentemente casuais podem ser significativos. Quantas vezes você não se deparou com coincidências ou encontros e não pôde explicar como ocorreram? Ou seja, quando existe uma coincidência entre um sentimento ou um pensamento e acontece um evento externo do qual a pessoa sente como significativo, damos o nome de sincronicidade. As coincidências significativas mais comuns acontecem quando estamos num momento de maior reflexão sobre o sentido da vida, momentos que parecem de algum modo diferentes, mais intensos e que não conseguimos muito explicar o que ocorre.

Não há explicação racional para situações em que uma pessoa tem um pensamento, sonho ou um estado psicológico interior que coincida com um acontecimento. Como nos casos em que pensamos em alguém, o telefone toca, e quem chama é a pessoa na qual estávamos pensando. E quando esses eventos tornam-se constantes é comum as pessoas ficarem assustadas, pois não entendem a profundidade desse processo. Quando entendemos e aceitamos a idéia de sincronicidade, qualquer acontecimento pouco comum é um convite para parar e pensar. Podemos sentir que algo está tentando nos dizer alguma coisa e essa sensação aumenta com cada novo acontecimento nesse sentido. Ter consciência de que as coincidências acontecem conosco é o primeiro passo para que passem a acontecer cada vez mais. Seja qual for o sinal, sentimos que é preciso decifrar uma mensagem e com isso tendemos a nos conhecer e crescer. É quando começamos a ter consciência de que algumas ocorrências podem mudar nossa vida. Para a sincronicidade, as coincidências dos acontecimentos significam algo mais do que mero acaso. Houve alguma coincidência que fez com que você chegasse até esse artigo e que agora percebe que foi significativa?
A sincronicidade pode nos dar a confirmação de que estamos no caminho correto, ou ainda, que devemos mudar o rumo que estamos indo. Algumas sensações como calafrio subindo pela espinha, de espanto ou calor, freqüentemente acompanham a sincronicidade.

Se quiser, poderá fazer um registro de informações em forma de diário. Formule as perguntas certas e fique atento que as respostas chegarão. Mais cedo ou mais tarde as coincidências vão ocorrer para levar você na direção indicada pela intuição. Quando passar a ouvir sua intuição, sua voz interior, logo perceberá que sua confiança proporcionalmente irá aumentar. Comece a ficar atento aos fatos de sua vida e em que circunstâncias eles ocorreram. Poderá ainda fazer um exercício construindo sua linha de tempo para aumentar seu autoconhecimento. Escreva eventos significativos de sua vida desde seu nascimento até o momento presente. Quais foram as situações mais marcantes em sua vida? Não precisa ser minucioso no relato, coloque eventos chaves que aconteceram de acordo com o ano ou com sua idade na época. Depois analise e identifique as lições que cada fato pode ter trazido para você e que pode não ter percebido quando ocorreram. Tenha consciência que sua vida tem um objetivo e que tudo que te acontece pode ter uma mensagem e um aprendizado. O que podem ter te ensinado? Percebeu um padrão repetitivo de experiências? Qual parece ser o objetivo da sua vida até agora? É isso que ainda quer para você ou tem perseguido objetivos que foram impostos e você os aceitou como seus? O que você preferia estar fazendo? O que te impede de mudá-los? Essas são apenas algumas sugestões de perguntas que você poderá fazer e deixar sua intuição e a sincronicidade te guiarem. Como diz Richard Bach: Cada pessoa, todos os episódios de sua vida, aí estão porque você aí os colocou. O que você escolhe fazer com eles, depende de você! E o que fazer com eles pode ser indicado pela sua intuição e sincronicidade. E realmente acontecem, por isso fique atento!

Se quiser saber mais:
- Jung, Sincronicidade e Destino Humano. - Progoff, Ira - Ed. Cultrix
- A Sincronicidade e o Tao - Bolen, Jean Shinoda
- A Profecia Celestina - Redfield, James - Ed. Objetiva

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27 de jun. de 2011

O amor consciente

Elisabeth Cavalcante


Todos desejamos a felicidade no amor. Mas, quantos de nós somos capazes de vivenciar este sentimento de modo maduro e consciente?

Muito poucos, certamente. E isto acontece porque a maioria dos seres humanos se relaciona sempre tentando obter do outro o ideal de plenitude e êxtase com que tanto sonham.

É uma grande responsabilidade que colocamos sobre a outra pessoa, a de nos garantir um paraíso permanente, onde reine a eterna harmonia. Se não somos capazes de alcançar este estado de equilíbrio por nossa própria conta, como podemos exigir do outro que o faça?

O primeiro passo na conquista de uma relação duradoura é tomarmos consciência de que esta não é uma tarefa fácil. Não basta desejar, é preciso se manter alerta, todos os dias, para não permitir que o ego e suas armadilhas predominem em nós.

A consciência permanente de que não somos perfeitos e, portanto, não podemos exigir de ninguém a perfeição, faz toda a diferença na arte da convivência.

Outro detalhe essencial é não criar expectativas exageradas sobre a outra pessoa e o relacionamento. Muitas das decepções que sofremos são o resultado de nossas próprias fantasias a respeito do outro, de nossa dificuldade em enxergá-lo ou aceitá-lo exatamente como ele é, e não como gostaríamos que fosse.

Ao invés disso, tentamos modificá-lo, na esperança de que ele se encaixe no modelo do amor ideal com que sonhamos. Este é o caminho mais rápido para que as cobranças se instalem e a relação tenha fim.

Focar nossa atenção nas qualidades do outro, mais do que em seus defeitos, e tentar não perder de vista os motivos que fizeram com que nos apaixonássemos por aquela pessoa, é essencial para que as fantasias se dissolvam e, finalmente, possamos viver a experiência do amor consciente.

"Quando você começa a se relacionar com seres humanos, você tem que levar em consideração que seres humanos não são coisas, são consciências. Você não pode dominá-los - embora quase todo mundo esteja tentando fazer isso e, dessa forma, estragando toda a vida do outro.

....Amar um ser humano é uma das coisas mais difíceis do mundo, porque no momento em que você começa a mostrar o seu amor, o outro começa a entrar numa viagem de poder. Ele sabe que você é dependente dele ou dela. Você pode ser escravizado - psicologicamente, espiritualmente - e ninguém quer ser um escravo. Mas todos os seus relacionamentos humanos acabam virando uma escravidão.

Todo ser humano tem um direito de nascimento de não ser dominado por ninguém - mas também um dever de nascimento de não tentar dominar ninguém. E só assim a amizade pode florescer.
O amor precisa de uma clareza de visão.
O amor precisa de uma limpeza de todas as espécies de coisas feias que estão em sua mente - ciúme, raiva, desejo de dominar.

...Nós aceitamos uma idéia falsa de que sabemos como amar. Nós não sabemos. Estamos vindo dos animais. Os animais não amam.
O amor é um fenômeno muito novo na vida humana. Os animais se reproduzem, mas não se amam... O amor é um fenômeno novo que surgiu com a consciência humana. Você terá que aprendê-lo.

Pintar belos quadros, criar poesias, esculturas, música, dança - isso está nas suas mãos. Mas quando você entra em contato com um ser humano, você tem que compreender que, do outro lado, está presente o mesmo tipo de consciência. Você tem de ter respeito e dar dignidade à pessoa que você ama...
...Amor é um outro nome de se compartilhar... Seu amor -o que você chama de amor- não é um compartilhar, é um esforço para obter algo.

...Você terá de mudar o significado de amor. Amor não é algo que você tenta ganhar do outro. E essa tem sido toda a história do amor - todo mundo está tentando ganhar amor do outro, tanto quanto possível. Ambos estão tentando ganhar e, naturalmente, ninguém está ganhando nada.
Amor não é algo a ser obtido.
Amor é algo a ser dado.
Mas você só pode dar quando você tem.

Você tem amor dentro de você? Você já se fez essa pergunta? Quando sentado em silêncio, você já observou? Você tem alguma energia de amor para dar?

...O relacionamento humano precisa de compreensão.

Minha sugestão é: medite. Torne-se mais e mais silencioso, calmo, tranqüilo. Deixe uma serenidade surgir em você.
Isso lhe ajudará de mil e uma maneiras, não apenas no amor".
OSHO - Sermons in Stones.
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26 de jun. de 2011

Carga Energética

 Acid


Nunca mais tinha ocorrido um daqueles "causos" que me motivaram a criar o Saindo da Matrix (é, antes mesmo de ter esse nome ele era simplesmente um registro de estranhezas). Mas eis que surge neste fim de semana um caso que só não foi mais interessante porque eu fui a vítima.

Uma "carga negativa" é uma espécie de ataque energético que a pessoa sofre vinda de outra pessoa ou de um ambiente "carregado". Isso não quer dizer que a pessoa é malvada ou quis atacar (quando há intenção chama-se de "mau olhado" ou "olho gordo"), mas que essa pessoa está energeticamente desestabilizada a ponto de funcionar como um buraco negro, sugando e desestabilizando a energia em sua volta. Pra isso nem precisa haver contato físico, um telefonema já pode ser o suficiente pra passar a "carga", pois basta uma interação mental (facilitada pela afinidade) com a pessoa.

Acontece que eu peguei uma carga dessas, que afetou tanto meu estado mental como físico, numa parte do meu corpo que já é normalmente fragilizada. Na sexta-feira, eu literalmente não consegui dormir, com agitação mental, falta de ar e dores que pra mim (e pra medicina) tinham tudo a ver com o quadro físico. Tanto que pela manhã fui parar no hospital, onde a médica me receitou dois remédios (um deles eu já vinha tomando e não vinha adiantando). Passei o sábado me medicando e descansando, achei que estivesse bem, mas na hora de dormir ocorreu tudo de novo. Fiquei das 23h30min às 2h da manhã deitado mas sem dormir, com todos os sintomas de outrora, apenas repousando o corpo (mas não a mente), até que me deu o estalo (ou desespero) de começar a me investigar energeticamente (ok, eu demorei pra fazer isso!) e percebi um "vazio" num ponto específico do corpo (também afetado fisicamente). Não havia nem dor, desconforto, nada. Então, peguei um incenso de breu (um incenso gigante, bem mais grosso que um incenso normal, o que produz um rolo de fumaça bem adequado pra defumação) e comecei a me "limpar". Como eu já havia visto espíritos limpando gente (com vela, galhos de arruda, defumador) eu imitei o procedimento, que agora compartilho com vocês:

Comece defumando pela sola dos pés, e vá subindo pela lateral das pernas. Sempre mentalizando sua cura de forma FIRME E CLARA, como uma ORDEM. Tenha em mente que todas as energias ruins irão embora, e se quiser usar um mantra, do tipo "maior do que Deus, ninguém!" é bom, também. Passe por baixo dos braços, por cima, costas, frente; imagine que o incenso é como uma pá, removendo as impurezas do corpo. Quando chegar na cabeça faça um movimento espiral ao redor da cabeça, e também em cima da cabeça. Imagine que a energia "pesada" está se dissipando com esses movimentos (como o açúcar dissolve no copo d'água ao mexer com a colher). Imaginação é essencial para esse tipo de trabalho. Detenha-se mais na área afetada (se tiver). No meu caso eu fiz movimentos espirais na área afetada, como que fazendo o chakra "pegar no tranco".

Aproveitei o breu e dei uma defumação na minha casa toda. Fiz isso de dentro (dos quartos) pra fora (a sala). Enfumacei minha cama, e todas as quinas de todos os cômodos (especialmente por detrás das portas). Se quiser faça um símbolo de poder (pode ser uma cruz, pode ser outra coisa com a qual você se conecte) nas portas com a fumaça, como se fosse um selo de proteção.

Após isso tive a intuição de jogar fora o resto do breu em um lugar com areia ou mato. Felizmente, foi só jogar pela janela, num terreno abandonado e sem possibilidade de causar incêndio. Após isso, minha intuição me disse pra tomar banho e trocar todas as roupas que eu estava usando. Daí me deitei pra dormir, fechei os olhos e... pela primeira vez em 24h dormi como um anjo, sem nenhum dos sintomas que há menos de meia hora me afligiam.

Explicação física pra isso? Não tenho. A explicação espiritual é fácil, teve a ver com defumação. Mas há também uma possível explicação psicológica, que tem a ver com MAGIA. Deus sabe que eu queria muito poder dormir, desde ontem, mas nem meu corpo nem minha mente obedeciam. Somente através da MAGIA (uma forma de interação do mundo físico com o espiritual) acessei uma instância superior de minha mente e, através de um RITO (ritual de defumação) coloquei ORDEM na "casa".

O fato é que os efeitos físicos ainda perduram, em menor intensidade, até hoje; o que significa que nem tudo é espiritual, nem tudo é físico, e que é preciso estar atento aos dois.



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25 de jun. de 2011

Autoconhecimento

 Elisabeth Cavalcante

O autoconhecimento é um processo lento que pede, antes de tudo, confiança. A espera necessária para alcançar aquilo que buscamos - uma profunda consciência acerca de quem, de fato, somos - só será suportada se existir dentro de nós a confiança de que a semente inevitavelmente germinará.

Se não estivermos preenchidos por essa certeza, nenhum resultado poderá ser obtido e desistiremos diante do primeiro obstáculo que surgir. E eles serão muitos, pois a mente nos coloca inúmeras armadilhas para nos convencer de que viver sob seu domínio é a única forma de existência possível.

A confiança, porém, não pode vir acompanhada de ansiedade ou expectativa, porque estas constituem os principais entraves para um estado de relaxamento e paz. Aqueles que já se encontram nesse caminho, sabem que ao invés de ansiar pelo resultado final, devemos usufruir de cada instante que vivermos durante essa jornada, pois ela em si já se constitui numa grande bênção.

Se focarmos nossa energia na ânsia por obter algum resultado, certamente deixaremos de enxergar os momentos preciosos que a vida vai colocando em nosso caminho. A serenidade e a alegria são os principais critérios para sabermos se estamos de fato no caminho de volta para nosso verdadeiro ser.

Quanto mais preenchidos por estes sentimentos nos mantivermos, mais perto estaremos da fonte original de onde eles emanam: o divino, a dimensão onde o ego e a mente perderam todo o poder e somente a consciência de uma profunda união com tudo o que existe permanece.

Da observação à não-mente
... Uma vez que um homem esteja em um estado de não-mente, nada pode desviá-lo de seu ser. Não há poder algum maior que o da não-mente. Nenhum mal pode ser feito a tal pessoa.
Nenhum apego, nenhuma cobiça, nenhuma inveja, nenhuma raiva, nada pode surgir nele. A não-mente é absolutamente um céu puro, sem qualquer nuvem.
Existe uma lei intrínseca: pensamentos não têm vida própria. Eles são parasitas; eles vivem na sua identificação com eles. Quando você diz, 'eu estou com raiva', você está despejando energia vital na raiva, porque você está ficando identificado com ela.
Mas quando você diz: 'eu estou observando a imagem da raiva na tela da mente dentro de mim', você não está mais dando qualquer vida, qualquer alimento, qualquer energia à raiva. Você será capaz de vê-la porque você não está identificado, a raiva é absolutamente impotente, não tem qualquer impacto sobre você, não muda você, não afeta você. Ela é absolutamente oca e morta. Ela passará e deixará o céu limpo e a tela da mente vazia.

... E uma vez que você começa a se mover no caminho certo, o seu êxtase, as suas belas experiências vão se tornar mais e mais profundas, mais e mais amplas, com novas nuances, novas flores, novas fragrâncias.

... Esses são os caminhos e o critério de como escolher: se você se move em algum caminho, usa alguma metodologia e isso lhe traz alegria, mais sensitividade, torna-o mais observador e lhe dá uma sensação de imenso bem estar, esse é o único critério de que você está indo no caminho certo. Se você estiver se tornando mais miserável, mais raivoso, mais egoísta, mais ambicioso, mais luxurioso, estas são as indicações de que você está se movendo num caminho errado.
No caminho certo, a sua felicidade irá crescer dia após dia e suas experiências de belas sensações irão tornar-se tremendamente psicodélicas, muito coloridas, com cores que você nunca viu no mundo, com fragrâncias que você nunca experimentou. Então, você poderá seguir no caminho sem qualquer medo de que possa estar indo errado...

... A meditação com certeza leva à não-mente, assim como todo rio se move em direção ao mar, sem qualquer mapa, sem qualquer guia. Todo rio, sem exceção, finalmente, alcança o oceano. Toda meditação, sem exceção, finalmente, alcança o estado de não-mente.

... Não-mente é uma palavra simples, mas ela significa exatamente iluminação, liberação, liberdade de todas as escravidões, experiência de imortalidade.
Essas são palavras grandiosas e eu não quero que você fique assustado, por isso eu uso uma palavra simples, não-mente. Você conhece a mente... e você consegue conceber um estado em que essa mente esteja sem funcionamento.
Uma vez que esta mente esteja sem funcionamento, você se torna parte da mente do cosmos, da mente universal. Quando você é parte da mente universal, a sua mente individual funciona como uma bela serviçal. Ela terá reconhecido a mestra e ela trará novidades da mente universal para aqueles que ainda estão presos à mente individual.
Quando eu estou falando para vocês, é na verdade o universo que está me usando. As minhas palavras não são minhas palavras, elas pertencem à verdade universal. Esse é o poder, o carisma e a magia delas."
OSHO - Satyam, Shivam, Sundram - tradução: Sw.Bodhi Champak


                                                                        
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Feche para balanço

Nelson Sganzerla 

Muito bem... Comece pelas gavetas do quarto, de preferência aquelas do seu criado-mudo, jogue fora os remédios que sobraram da última crise de estresse; você por certo não irá mais tomá-los, então pra que guardá-los? Pegue a Bíblia que está na cabeceira da cama mude a página com o marcador pois você, com certeza, não anda lendo muito a Bíblia. Rebusque lá no fundinho das suas gavetas aquelas fotos das viagens, com tios ou tias, fotos daquele carnaval de muito tempo atrás com seus amigos e amigas, das ex-namoradas ou namorados, daquele tempo de solteiro ou solteira - devem estar amareladas pelo tempo - então desfaça-se delas! Esse tempo já foi, essa energia já passou, dê possibilidade para outras fotos, outras paisagens, outras pessoas e mesmo que sejam as mesmas e os mesmos amigos, que sejam renovadas, passadas a limpo... isso é muito bom, sinal que você ainda os conserva em sua vida; é bom ter velhos amigos renovados.

Guarde tudo em sua mente e libere a energia, abra espaços para o novo, deixe o novo entrar em sua vida.

Vá até sua sapateira e separe aqueles pares de sapatos que você julgava usar, aqueles que só usou em uma festa, no casamento do irmão, da irmã, do melhor amigo ou amiga, então... pra que guardá-los? Doe a uma instituição; há muitas pessoas que poderão precisar e, cá entre nós, você não está indo em tanta festa assim... a quantos casamentos você foi neste ano? Percebeu que todos os seus amigos já se casaram?

Chegou a vez do armário... Coragem! Este precisa de maiores limpezas; comece pelas malhas, aquelas que você tirou do armário do seu irmão ou irmã e trouxe para o seu e nunca usou; aquelas que você, quando limpou o guarda-roupas da sua mãe, levou para o seu e nem desdobrou. Desfaça-se, livre-se da maioria pois, se pensar bem, nem lhe servem mais ou você julga fora de moda, então, guardar para que? Existem muitas pessoas que necessitam mais do que você; aqueles casacos pesados que você levava em suas viagens; na certa não está mais viajando tanto e nem consegue usá-los nesse nosso clima tropical; então, está esperando o que? Desfaça-se, dê lugar ao novo, libere essa energia estagnada em sua vida.

Muito bem! Feito isso, vire-se para a sua estante de livros, vamos... não tenha dó, desça todos eles e olhe um a um; primeiro retire tudo que você guarda entre as páginas e, com certeza, irá se surpreender com quanta coisa que você anotou, deixou lá e nunca leu. Conhecimento é bom mas é necessário passá-lo à frente; não se deve guardar; existem muitas pessoas que também necessitam fortalecer a alma, não guarde o conhecimento só para você: vá a um sebo e troque esses livros por outros que você ainda não leu ou, então, doe-os a uma instituição. Para que toda essa energia presa em sua estante? Da mesma forma, os livros da faculdade: você irá usá-los novamente em que? E mesmo que necessite, temos a internet; nem seu filho ou filha vai querer manuseá-los mais.

Imagino que todos tenham um lugarzinho, um cantinho, seja na garagem, no depósito do prédio, no antigo quarto de solteiro ou solteira na casa da mãe, debaixo da escada, onde se costuma guardar todas as tranqueiras que podemos chamar de diversas (quadros antigos, gravuras que foram representativas, cocar do Xingu, berimbau, vidro de bola de gude, renda portuguesa da avó, pingüim de geladeira, rádio do carro antigo, luva de boxe, coleção de gibi, jornais com matérias que você só leu uma vez... enfim, ficaria aqui enumerando coisas de A a Z. Agora, me digam, pra que tudo isso? Quem irá precisar disso? Quanta energia acumulada e quanta falta de espaço para o novo e para o agora!

Como somos conservadores, como somos egoístas e guardamos tudo para nada; acumulamos sem necessidade; temos muito mais do que necessitamos para viver e assim passam-se anos e anos e não nos damos conta de tudo isso.

Proponho que façamos um balanço neste final de ano; que possamos abrir espaço para o novo em nossas vidas, em nossas casas e mesmo que não seja o novo, que seja o renovado, que seja o limpo, sem o ranço e os ácaros. Que vivamos o agora.
“Não vos preocupeis pelo dia de amanhã, pois a cada dia já basta o seu cuidado.” Palavras sábias de um mestre que viveu sem acumular nada e, no entanto, se faz presente até hoje em nossas vidas e em nossos corações.

Que, em nosso reveillon, o banho seja não só de champanhe, mas de renovação pela vida, pelas nossas coisas, pelos nossos valores; que não sejamos preconceituosos com os menos favorecidos, com os motoboys, com os deselegantes, com os mal arrumados e com as pessoas que não nos são simpáticas, pois somos todos um. Vamos dar lugar ao novo sem ter medo da reação que o novo nos causa. Vamos lá olhar de frente o nosso armário e ver que ele não era pequeno e, sim, existia muita coisa dentro dele parada e sem vida; nossa estante não era pequena, muito livro sobrava nela; nosso quartinho ou depósito é imenso, só estava saturado de coisas.

E assim é. A nossa vida é imensa, grandiosa e só está saturada de coisas que já não usamos. Então, vamos parar e fazer esse balanço, abrindo espaços em nossas vidas.

Pense nisso...
Nelson Sganzerla


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24 de jun. de 2011

Coloque Paixão em sua Vida!

Graziella Marraccini 


Que tal colocar mais paixão em tudo o que você faz? E quem não quer mais paixão em sua vida? Pois é, mas eu não estou falando somente do sentimento de atração que une dois seres de maneira irresistível, mas falo daquele impulso que pode ser usado em nosso dia-a-dia, que torna as coisas mais atraentes e nos ajuda a conquistá-las.

Tenho certeza que você também, caro leitor, tem muitos desejos e quer alcançar alguns objetivos na vida, não é mesmo? Então, por que muitas vezes estes objetivos demoram a chegar? Os cabalistas ensinam que se queremos receber a Luz (a energia divina que realiza todas as coisas) devemos construir um meio apropriado para recebê-la. Por exemplo, se construímos um barco instável, com velas pequenas, e desejamos colocá-lo no oceano, certamente teremos dificuldade para alcançar a nossa meta. O barco que devemos usar precisará ser construído com maestria e ter velas bem grandes para que possa receber o vento adequado, não é mesmo? Além disso, devemos ter as devidas cartas náuticas e fazer o necessário planejamento, como já comentei em artigos anteriores. Finalmente, o que isso quer dizer é que a quantidade de Luz que recebemos é proporcional ao tamanho do barco que construímos e à forma de planejarmos nossa viagem. Então, por que não recebemos tudo aquilo que desejamos?

Porque nos contentamos com pouco. Pensamos pequeno. Deixamos que a dúvida e o medo impeçam que recebamos todas as benesses que desejamos e merecemos. Inconscientemente nos sabotamos porque não acreditamos em nosso potencial para poder receber a Luz.

Quando estamos sob o efeito desta ‘falta de paixão’, sentimos medo, temos problemas financeiros, saúde ruim, sentimos raiva, frustração, cansaço; no entanto, tudo está ao nosso alcance, basta abrir a porta. De fato, essas coisas ‘ruins’ acontecem porque nós fechamos a porta para a Luz divina que está pronta para inundar nossa vida de benesses e nos ajudar a alcançar as nossas metas. O Universo é prodigo, é generoso e bate à nossa porta que, por estar fechada ou só parcialmente aberta, impede a Luz de entrar ou a deixa entrar de forma escassa! Você se contenta com pouco?

Bem, dirão vocês, mas nós recebemos conforme nosso merecimento! E a astrologia, não nos ensina que está tudo ‘escrito nas estrelas’? Sim, está; mas lembre-se que ‘tudo o que acontece está escrito nas estrelas, mas nem tudo o que está escrito nas estrelas irá acontecer’. Ou seja, nós temos nossa parte a fazer, temos que usar nosso livre-arbítrio. Nossos pensamentos promovem nossas ações, que promovem nossas escolhas que, conseqüentemente, irão delineando o caminho que iremos percorrer. Se não fosse assim, poderíamos simplesmente sentar e esperar o maná cair do céu! No entanto, dependendo de nossa cultura -ou religião-, temos um sabotador interno que nos ensina: o dinheiro é coisa do diabo! Não deseje muitas coisas materiais porque você pode se afastar da espiritualidade! E outras coisas que nem vou nomear já que são de domínio publico. Nossa cultura, permeada de ensinamentos judaico-cristãos e mais o ambiente familiar onde fomos criados, podem ser fatores que nos fazem ‘pensar pequeno’. No entanto, temos o direito de pensar grande, pois a Luz Divina é infinita! Nós nascemos para sermos felizes e realizados e não para sofrer e nos autolimitar! Nossa mente, criando pensamentos negativos e limitadores, envia continuamente mensagens negativas às nossas células que agem de consequência, castrando nossos desejos, assim como Saturno castrou seu pai Urano, porque este deitava à noite sobre Géia (a Terra) e criava filhos que depois afastava para longe de si!

Urano é símbolo da semente divina, o falo divino criador e estará ingressando em Áries em 12 de março para um novo ciclo que irá durar 84 anos! Ele já está mostrando a que veio. Estamos iniciando um ciclo de revoluções que nos trará muita coisa ruim e muita coisa boa. Serão sementes divinas que o céu despejará sobre nós, mas que nós precisaremos plantar, regar, cuidar, para que dêem seus frutos. Neste momento, mais do que nunca, precisamos agir, e agir com fé, tenacidade e sobretudo com‘paixão’. O tempo urge, a humanidade tem pressa de alcançar nossos objetivos. Géia, a deusa mãe primordial, reclama de nosso comportamento e dá sinais de irritação! Ela nos colocará de castigo como fazem as mães zangadas com seus filhos? Sim, mas ela está nos dando mais uma chance que não devemos perder. Um novo ciclo inicia. Vamos aproveitar.

Podemos embarcar neste trem de alta velocidade (parece que ainda não saiu do papel, pelo menos aqui no Brasil) que irá parar somente alguns minutos em nossa estação, ou podemos simplesmente ‘perder o trem’, por causa de nossos bloqueios, de nossos medos, de nossas limitações e condicionamentos! Os cabalistas ensinam que não devemos simplesmente ‘pensar grande’ mas devemos também ter objetivos certeiros. Para que o milagre divino se manifeste precisamos ter em mente uma meta e precisamos persegui-la com afinco, sem esmorecer ou desistir no meio do caminho.

É importante ter objetivos e metas específicas. No entanto, devemos também nos adaptar para aquilo que a Luz deseja para nós. Se não o fizermos podemos nos frustrar inutilmente. Isso parece paradoxal, mas aqueles que visam o desenvolvimento espiritual sabem muito bem que o poder de adaptação nos torna certamente mais felizes. Se desejarmos uma nova carreira, um novo amor, uma vida mais prospera e realizada, devemos eliminar os obstáculos que nossa própria mente cria para nós. Abrir a porta para a Luz. Esse é o Segredo. A Técnica de Libertação Emocional (EFT*) que tantas vezes mencionei em meus artigos e que é objeto de uma seção inteira em meu site pessoal e de vídeos no YouTube, é certamente uma ferramenta poderosa para se conseguir este importante objetivo de vida. Reprogramando seus pensamentos e eliminando a negatividade, a EFT* lhe será de auxilio para viver plenamente e em harmonia com o Todo.


Eliminando obstáculos e limitações, abriremos nossas velas para que o vento divino despeje suas benesses e nos encaminhe para nossos objetivos. Pense nos obstáculos como oportunidades de crescimento: a Luz estará sempre disponível para aquele que sabe pedir!
Comece desde já a fazer as mudanças necessárias para receber mais e mais Luz em seu caminho!


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